Esta relíquia, com história, que a seguir transcrevo, já ultrapassou as três décadas. Foi ouvida pela primeira vez no dia dez de Setembro de 1972, por ocasião das festas de Nossa Senhora dos Remédios, entoada por uma banda musical.
É um hino a
Lebução que Armindo Augusto Alves, imaginou, concebeu e mandou produzir, homenageando, assim, a sua terra natal.
Amigo da sua terra, como poucos, por condicionalismos da vida esteve ausente durante anos. No regresso
construíu uma casa e, aqui passava grande parte do seu tempo, umas vezes só, outras acompanhado pela família. Era em
Lebução que ele se sentia bem. Aqui ele era feliz.
Partiu cedo e deixou muitas saudades.
Canção Marcha de Lebução
Cenário de altas montanhas
A nossa Terra Natal
Onde findam as Espanhas
E começa Portugal!
Por isso eu digo
Com orgulho e altivez
Meu querido Lebução
És oásis da Nação
No Nordeste Português!
Estribilho
Das vielas do cancelo
Às vielas do casal
Tudo diz, em tom singelo,
Lebução é Portugal!
E desde o Senhor dos Fortes
Ao Senhor de lá de cima
Não há fracos nem há fortes
Tudo canta a mesma rima!
Vamos todos a Valpaços
Pedir conselho ao Concelho
Unidos no mesmo abraço
Bairro Novo e Bairro Velho.
Depois há festa
Com foguetes a estalar
E colgaduras nos prédios
Que a Senhora dos Remédios
Vem à rua abençoar
Segue estribilho.
FIM
Poema: Ivo de Melo
Música: Pinto de Sousa