Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.
É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.
Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.
Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.
A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".
A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.
sábado, 27 de julho de 2019
Esta casa, pintada de branco, pertencia à família Mota e Costa, de Vila Real
sábado, 13 de março de 2010
De Longe Chegam Cartas

Sou viúva de Octavio Carneiro, filho de Chico Carneiro, nascido em Lebução. Estava procurando uma foto na internet, com a ajuda da minha nora, que fosse representativa de Lebução, pois estou escrevendo um livro (só para mim mesma) contando a história de nossa família e queria que na capa estivessem fotos das cidades de nossos ancestrais. Eis que procurando no Google reconheço imediatamente a casa onde meu marido nasceu. Minha nora abriu então o seu Blog para que eu visse em que contexto ela estava inserida e novamente reconheci imediatamente em suas palavras e no comentário de um amigo seu o amor e o orgulho que meu marido demonstrava sempre que falava de sua terra natal. Fiquei emocionada...
Sinta-se abraçada por uma brasileira, também descendente de portugueses, que adorou visitar o seu Blog.
Maria Delfina Carneiro»



