Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Mais de 5.000 árvores foram plantadas na Serra do Açor, na quinta-feira, numa acção que envolve 500 voluntários de vários pontos do país.



Nos espaços queimados pelos incêndios deste ano, em Cepos, lugar com pouco mais de 130 habitantes que integra a União das Freguesias de Cepos e Teixeira, centenas de colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes da ANEFA e da Galp realizarão os trabalhos de plantação das 5.000 árvores, de um total de meio milhão de unidades doadas por esta empresa de energia.
“A Serra do Açor verá esta semana os seus primeiros sete hectares a reflorescer na zona que foi devastada pelos incêndios no último verão”, referem os promotores em comunicado, indicando que a iniciativa avança no âmbito do movimento Terra de Esperança, que nasceu “para responder à necessidade urgente de reflorestar” os territórios devastados pelos fogos dos últimos meses.

Além de ter pago os 500 mil pés de espécies autóctones, designadamente carvalhos, castanheiros e outras, destinadas a vários municípios da região Centro, a Galp financiou “uma plataforma que permitirá à ANEFA dar uma nova dinâmica a ações de voluntariado que ajudem as zonas que arderam nos dois últimos anos a virarem a página”, adiantam.
O movimento Terra de Esperança “está aberto a todos os que queiram participar” nos trabalhos que decorrerão nos próximos meses, segundo a nota.
Na ação de quinta-feira, entre as 10:30 e as 16:00, colaboram a GNR e os Bombeiros Voluntários de Arganil, entre outras entidades.
Além daquele projeto multimunicipal, a Galp, através da fundação com o seu nome e com a participação dos seus distribuidores locais, está a desenvolver outra iniciativa com os municípios de Arganil, Carregal do Sal, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Nelas, Oliveira de Frades, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Pinhel, Santa Comba Dão, Seia, Tábua, Tondela, Sever do Vouga e Vouzela.
O objectivo é colocar uma árvore de Natal nas praças destas vilas e cidades, “homenageando de forma simbólica todas as vítimas deste verão e levando uma luz de esperança”, na época festiva, às comunidades mais atingidas pelos fogos deste ano.
Fonte: Notícias de Coimbra















































segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Quentes e boas! Acabou a apanha



Não fossem elas um dos frutos mais típicos e apreciados do Outono, eu tinha mesmo que vir falar das castanhas. São, por excelência, o fruto desta estação, já estando enraizadas na cozinha tradicional portuguesa, fazendo parte de uma grande variedade de pratos salgados mas também adoçando a boca dos mais gulosos, nas sobremesas em que são protagonistas.

Conhecida pelas suas excelentes qualidades nutricionais, a castanha é proveniente do castanheiro, sendo revestida por uma capa de picos, o ouriço, que acaba por secar e libertar o fruto. Esta é, portanto, uma excelente altura para aproveitar e comer castanhas, sobretudo porque se pode dar um passeio no campo, em família, a dois ou com os amigos e assim passar um dia diferente e inesquecível à procura de castanhas ao mesmo tempo que pode apreciar e disfrutar das belas paisagens pintadas em tons castanhos e dourados que a natureza tem para oferecer.

É dos alimentos mais antigos da humanidade, e durante muito tempo foi um ingrediente de eleição na europa, tendo sido mais tarde destronada pela batata, quando esta foi introduzida no continente europeu, na época dos descobrimentos. As classes mais baixas utilizavam-na como acompanhamento de refeições ou para fazer farinha que seria posteriormente transformada em pão, enquanto que nas cozinhas mais nobres era consumida apenas em alturas de festa, sendo servida em grandes banquetes e como acompanhamento de pratos mais sofisticados.

Desde sempre a castanha foi reconhecida pelas suas propriedades nutritivas. Incluídas no grupo dos frutos secos, como as nozes, as amêndoas e as avelãs, elas apresentam uma quantidade de fibra e amido bastante superior e uma quantidade de proteína e gordura muito mais reduzida, quando comparadas com aqueles frutos, o que faz delas também um fruto seco menos calórico. Devido à sua grande concentração de amido, hidrato de carbono de absorção lenta, é recomendada na dieta de pessoas diabéticas. Para além disso são isentas de glúten o que faz delas um alimento excelente para celíacos.

Por esta altura é muito comum sentirmos o cheiro maravilhoso das castanhas assadas no ar, enquanto passeamos pelas ruas dos grandes centros. Aqui e ali avistam-se os vendedores de castanhas assadas que apregoam “Quentes e Boas, Quentinhas!”, convidando quem passa a provar as melhores castanhas e assim afugentar o frio que já se faz sentir. Aquele cheiro que se espalha por toda a cidade faz-me voltar aos tempos de criança, quando eram feitos os magustos em família. Era uma alegria ver toda a gente reunida à volta de uma fogueira, sentindo o conforto do calor das chamas, enquanto se davam golpes nas castanhas que depois iam a assar nas brasas. Era sempre na altura do S. Martinho, o santo ao qual está atribuída a popularidade das castanhas que, na sua maioria são consumidas assadas ou cozidas com erva-doce. Mas além de assadas, as castanhas podem ser confecionadas de muitas outras maneiras, nas sopas ou nos purés, como acompanhamento de pratos de carne ou peixe, em saladas e guisados ou até no pão e muitas vezes como substituto de outros fornecedores de hidratos de carbono, como a batata ou o arroz. Existe toda uma variedade de receitas nas quais podemos usar este fruto, bastando para isso dar largas à imaginação.
Fonte: Alegro



















































segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Os castanheiros, os imensos castanheiros formam soutos, tão abundantes em Trás os Montes





Os castanheiros, os imensos castanheiros, formam soutos, abundantes em Trás os Montes, com enorme beleza paisagística, são uma importante fonte de biodiversidade. No Outono pintam a paisagem, com a diversidade de tons da sua folhagem em matizes castanhos, amarelos e vermelhos que, ao cair, formam um tapete de belo efeito visual. Na humidade das folhas caídas nascem cogumelos e os seus troncos e raízes constituem abrigo para várias espécies da nossa fauna. 

Ao mesmo tempo presenteia-nos com um dos melhores frutos, tornando a castanha o símbolo do outono. “O fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai dumas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais parecem encarnar a virgindade da própria paisagem. Só em Novembro os agita uma inquietação funda, dolorosa, que os faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços” (Miguel Torga).

















































segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Castanheiros, ouriços e castanhas


 Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai dumas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem. Só em Novembro as agita uma inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços. Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver uma cama fofa e maravilha singular de que falo, tão desafectada que até o próprio nome é doce e modesta – a castanha.
Assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no Janeiro glacial, aquece as mãos e a boca de pobres e ricos. Crua engorda os porcos, com vossa licença...






















sábado, 31 de outubro de 2009

O Outono do nosso Contentamento

O Outono é tempo de abundância, de colheitas, de fartura, de frutos, de dádivas generosas. As varandas enfeitam-se de milho, atado pela rama seca das espigas. Fazem-se as vindimas e apanham-se os restantes frutos: maçãs, pêras, marmelos, figos, nozes, e, mais tarde, romãs e dióspiros.
... Mas «o fruto dos frutos... a castanha... cai dumas árvores altas, imensas, centenárias
... O Castanheiro.
O castanheiro é originário da região mediterrânea, tendo-se expandido pelo centro e norte da Europa. A difusão do seu cultivo ocorreu com o domínio romano e foi fomentado ao longo da Idade Média.
«Os Celtiberos, que conheciam as virtudes do castanheiro, veneravam-no como divindade exclusivamente benigna. Causava-lhes espanto ver esta majestosa árvore, braços no ar, desafiar rijos ventos e tempestades, bem fincada no chão. Até o raio a poupava e lhe merecia respeito!
O castanheiro sempre foi sinónimo de fartura e riqueza... »(Drº Veloso Martins).
Não suporta condições climáticas extremas, ainda que resista a baixas temperaturas. É sensível a geadas prematuras, no Outono, ou tardias, na Primavera. Os verões quentes, mas com alguma chuva, favorecem o desenvolvimento de frutos de qualidade.
Portugal está entre os maiores produtores de castanha, a nível mundial, junto com a China, Coreia do Sul, Itália e Turquia.
Em Lebução existe uma grande quantidade de grandiosos e seculares castanheiros, que envolvem e abraçam todo o casario. Deles, castanheiros se diz que levam «trezentos anos a crescer, trezentos em seu ser e mais trezentos a morrer.»
Quando velhinhos, ainda ardem na lareira, e as suas brasas aquecem o corpo e a alma, durante os longos e frios invernos.