Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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sábado, 6 de março de 2010

Por Outros Caminhos


Num dia calmo de Inverno acompanhei o Drº Adérito Freitas, mais a inseparável máquina fotográfica e outras alfaias indispensáveis ao seu trabalho, na recolha dos últimos dados, relacionados com os "Lagares Cavados nas Rochas", no âmbito de um louvável trabalho, contextualizado em livro, edição da Câmara Municipal deste concelho.

Um dia passado na companhia do Drº Adérito é um dia de aprendizagem, e eu já me vou habituando a saber ler alguns vestígios, de outros povos, gravados nas rochas.

Ficam alguns registos da nossa passagem por Agordela, um lugar lindo de morrer, e por Tinhela.

sábado, 10 de outubro de 2009


Com o srº Drº Adérito e o srº Octávio, na Lampaça, envolvidos com achados arqueológicos, depois de termos palmilhado caminhos com cheiro a giesta e a orvalho.