Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Homenagem a Gil Leitão Borges


Alta patente das Forças Armadas
Presta homenagem a filho da terra


O primeiro dia do corrente mês foi dia de regozijo para os valpacenses que gostam
e tem orgulho em sê-lo. Uma vez mais, um filho da terra, demarca-se fora da cidade
que o viu nascer não apenas pelas qualidades profissionais, que são incontornáveis,
mas, fundamentalmente, pelos seus vincados valores humanos e, parafraseando o
responsável pela referida homenagem, a propalada “afabilidade” e o cultivo de “um
salutar espírito de camaradagem”. O visado da merecida homenagem foi Gil Borges,
cujas inúmeras qualidades não foram alheias ao Major Velez Correia que teceu os
mais rasgados elogios ao jovem militar no Jornal Regional “Diário do Sul”.
Os valpacenses que ouvem falar em Gil Borges associam-no, incontornavelmente,
ao seu bem conhecido pai, Gaspar Borges o qual, no seio valpacense, se destacou
pelas longas décadas que dedicou à frente da Junta de Freguesia de Valpaços e
cuja única aspiração foi sempre elevar o nome daquele concelho e servir de pilar de
suporte à edificação de um concelho onde a interioridade sempre representou um forte
factor de bloqueio ao desenvolvimento sustentado. Todavia, apesar da incontornável
carga genética que, certamente, terá tido o seu contributo na formação de um carácter
e personalidade tão fortes, Gil Borges, cedo se destacou como um filho e cidadão
exemplar que teria cartas a dar no contexto social e profissional onde se inserisse,
deixando o seu legado por onde passasse.
Tal facto torna-se evidente quando um homem tão prestigiado e elevada patente
militar, como sendo o Major Velez Correia, define este transmontano valpacense
como um “militar de eleição”. Depois de um percurso escolar irrepreensível que Gil
Borges levou a cabo, cedo ingressou na Academia Militar onde se destacou como
um brilhante aluno no curso de Medicina Dentária. Paralelamente, também na vida
militar aquele se destacou pela sua afabilidade “que evidencia humildade, caldeada
com inteligência, de um elevadíssimo espírito de missão e humanismo, uma excedível
dedicação pelo serviço, a par da elevada competência profissional”, tal como refere o
Major Velez Correia no artigo que alude a uma reunião de Antigos Combatentes.
Não obstante os já referidos predicados, que o Major considerou pouco comuns
em militares de tão tenra idade como a de Gil Borges, Velez Correia ressalta ainda
o “carácter impoluto” do médico dentista que, “com desvelo inexcedível” trata os seus
pacientes no Centro de Saúde Militar de Évora. Aliás, o Alentejo foi a região onde se
radicou há alguns anos e pela qual nutre um carinho especial.
Neste contexto, nós como cidadãos valpacenses, tal como o fez o Major Velez
Correia, não queremos nem podemos deixar passar em branco esta homenagem ao
capitão Gil Borges, com a certeza que, elevará ainda mais o nome de Valpaços onde
quer que se encontre.
A ele um bem-haja!

Fonte: Letícia Pinto - Tribuna Valpacense