Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A hortelã, planta medicinal



O chá de hortelã é o sabor favorito para muitos bebedores de chá. É comumente associado como refrescante em tempos de calor. Além de ser muito saboroso, também existem muitos benefícios para quem beber chá de hortelã. Entender esses benefícios para a saúde pode ajudá-lo a aproveitar melhor chá de hortelã para que você possa melhorar a sua saúde. Mas não se esqueça: nenhum tratamento começa bem se você não conversar com seu médico primeiro. Ele te ajudará te encaminhando para os melhores tratamentos e cuidados com a sua saúde.
Benefícios do chá de hortelã

Aliviar problemas de estômago Hortelã é considerado eficiente contra problemas de estômago e pode ajudar com a síndrome do intestino irritável, náuseas, dores de estômago, diarreia ou constipação. As pessoas muitas vezes acham mais fácil consumir chá de hortelã porque ele não contém açúcar, já que balas de hortelã podem irritar ainda mais o estômago.

Ajuda na digestão Hortelã age como um carminativo refrescante que ajuda a aliviar a dor no trato digestivo, ajudando os gases a se moverem através de seu estômago e intestinos depois de ter comido. Em muitas culturas, hortelã será servido depois de ter comido para promover o fluxo de bile para que o seu corpo vá digerir os alimentos mais facilmente.

Aliviar náuseas, febre e tosse Especialistas afirmam que as folhas de hortelã podem criar um chá que vai ajudar a manter a náusea longe e sanar um estômago “nervoso” ou enjoado que muitas pessoas sentem ao viajar em um carro, avião ou barco. As qualidades antiespasmódicas do hortelã pode ajudar a prevenir o vômito, que muitas vezes vem com náuseas ou dores de estômago nessas condições. As propriedades analgésicas do chá podem ajudar a acalmar e relaxar os músculos do estômago e do intestino, ajudando também com problemas relacionados a estes órgãos.

Impulsionar o sistema imunológico Muitas pessoas consomem chá de hortelã quando eles estão sofrendo com gripe ou resfriado, pois é rico em cálcio, vitamina B e potássio, que pode dar o sistema imunológico um impulso. Alguns afirmam que beber chá de hortelã pode ajudar a manter os casos de asma leve sob controle, embora os profissionais médicos duvidam desta informação. Estes ingredientes podem ajudar a aliviar os sintomas da sua doença e impedi-lo de ficar doente no futuro.
Fonte: Saúde melhor

















































domingo, 25 de junho de 2017

O verbasco é um vegetal medicinal recomendado para o tratamento de transtornos respiratórios



    Também conhecida como verbasco-flomóide, o verbasco é um vegetal medicinal fundamental para o tratamento de transtornos respiratórios em seres humanos, a exemplo da asma e bronquite.
    O verbasco é uma planta da família das loganiaceae. Este vegetal é também conhecido pelos nomes de barbasco, vassoura e calção de velho. O mesmo é classificado como perene, arbustivo, aveludado e medindo até 1,40 metros de altura. 

    A mesma possui folhas pequenas, opostas, pecioladas, com formato oval e na cor verde-escuro na parte de cima e meio branca na parte de baixo. O verbasco também possui flores amarelas, dispostas em racemos apicais, se assemelhando com formato de espiga. As flores desse vegetal são dotadas de aroma de mel, enquanto que suas folhas possuem sabor meio amargo. Sua reprodução ocorre por meio de sementes, brotando facilmente em todos os tipos de solos, inclusive em locais com pouca água.
    A planta verbasco é utilizada, geralmente, para tratar complicações e infecções respiratórias, a exemplo da asma, traqueia, rouquidão peitoral, bronquite e tosse, além de hemorroidas, gastrite, diarreia, irritações da pele, contusões, artrites, reumatismos, dor de dente e outras dores decorrentes de inflamações.

    Propriedades medicinais do verbasco
    Analgesico;
    Calmante;
    Diurético;
    Emoliente;
    Sedativo;
    Anti-inflamatório;
    Expectorante;
    Antitussigeno;
    Antialérgico;
    Antiespasmódico;
    Anti-hemorroidal.
    Utilização do verbasco


    Chá de verbasco

    Acrescente duas colheres de chá das partes do vegetal em um xícara de água fervente. Feito isso, deixe o líquido descansar por até 10 minutos. Ao final, coe e tome três xícaras ao dia.
    Dosagens recomendadas de verbasco

    Recomenda-se, de acordo com a idade, a ingestão de até 40 ml da tintura desse vegetal, sendo esta dividida em duas ou três dosagens diárias, sempre misturadas com água. Já suas flores, indica-se o consumo de uma colher de chá para cada xícara de água fervente, tendo ingestão permitida de até três vezes por dia, sempre respeitando intervalos de até 12 horas entre uma dose e outra.

    A planta seca, por sua vez, deve ser consumida na dosagem de uma colher de sopa para cada xícara de água fervente. Em caso de uso externo dessa planta, recomenda-se de 20 a 30 gramas do vegetal estando seco para infusão. Este líquido deve ser utilizado em banhos e em compressas, para o tratamento de dores e afecções de ordem reumáticas.

    Há ainda o óleo do verbasco, este que deve ser preparado com 30 gramas das flores da planta para cada 100 ml de óleo vegetal prensado a frio. A indicação do óleo é para acompanhar massagens contra problemas reumáticos.
    Efeitos colaterais e contraindicações

    Até o momento, nunca constatou-se nenhuma reação adversa ou contraindicação do verbasco em tratamentos de medicina alternativa.
    Fonte: Cria Saúde















































    sábado, 24 de junho de 2017

    A festa teve origem na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares



    O Nascimento de João Baptista (ou Dia de São João ou Nascimento do Precursor ) é uma festa cristã celebrando o nascimento de João Baptista, um profeta que previu o advento do Messias na pessoa de Jesus Cristo e o baptizou. Esta festa é amplamente comemorada no mundo cristão no dia 24 de Junho e é uma das festas juninas. É também o único santo cujo nascimento e martírio, este último em 29 de Agosto, são evocados em duas solenidades pelo povo cristão.
    A noite de 23 de Junho, véspera do Dia de São João, marca o início da celebração da festa de São João Batista. O Evangelho de Lucas (Lucas 1:36, 56-57) afirma que João nasceu cerca de seis meses antes de Jesus; portanto, a festa de São João Baptista foi fixada em 24 de Junho, seis meses antes da véspera de Natal. Este dia de festa é um dos poucos dias santos que comemora o aniversário do nascimento, ao invés da morte, do santo homenageado.
    A festa se originou na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares (Santo António, São Pedro e São João; ver Festa de São Pedro e São Paulo). Além de São João, comemorado no dia 24, os outros são São Pedro (no dia 29) e Santo António (no dia 13). Em Portugal, as festas dos três marcam o início das festas católicas em todo o país.
    João Baptista é o único santo, além da Virgem Maria, de que se celebra o nascimento tanto para a terra, quanto para o céu. Segundo os evangelhos, é o maior dos profetas (Lc 7, 26-28), porque pôde apresentar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1, 29. 36). Sua vocação reveste-se de acontecimentos extraordinários, repletos de júbilo messiânico, que preparam o nascimento de Jesus (cf. Lc 1, 14. 58). João é precursor de Cristo pela palavra e pela vida (Mc 3, 11).
















































    sexta-feira, 23 de junho de 2017

    A nêspera é ricas em fibra, potássio e vitamina A


    Ricas em betacarotenos, fibra, potássio e vitamina A, as nêsperas são ideais para ajudar a recuperar a linha, cuidar do coração e evitar os danos dos radicais livres.
    Com origem na China e no Japão, a nêspera é essencialmente produzida no sul da Península Ibérica, sendo muito comum no Algarve. 100 gramas contêm apenas 45 calorias.
    O sabor das nêsperas é uma mistura de pêssego com maçã. É uma fruta muito sensível que deve ser comida logo depois de apanhada e, principalmente, fresca, para aproveitar todos os seus nutrientes. É extremamente hidratante (quase 75% da sua composição é água) e rica em potássio, que ajuda a desintoxicar o organismo e a eliminar líquidos.
    Tem imensa fibra anticolesterol e é igualmente benéfica para a prisão de ventre. Para esse efeito, deve comer uma ou duas nêsperas de manhã em jejum. Não é especialmente dotada de vitamina C mas é rica em antioxidantes (mais de 800 ug) que se transformam em vitamina A no organismo e em vitamina A directa que faz maravilhas aos olhos, ao cabelo e à pele.

    Fonte: SapoLifestile


















































    quinta-feira, 22 de junho de 2017

    Castanheiros em flor



    Pode parecer estranho estar a escrever sobre castanha em pleno Verão quando, habitualmente, associamos este fruto à chegada do Inverno. Veremos como podemos utilizar a castanha durante todo o ano.
    Recentemente recebi o convite para participar no Festival do Castanheiro em Flor, promovido pela Confraria Ibérica da Castanha. No texto que anunciava o Festival podia ler-se “…no castanheiro surgem as flores masculinas, e cerca de um mês mais tarde as femininas. Umas e outras aparecem em amentilhos erectos ou sub – pendentes, com 20 a 30 cm de comprimento, mostrando alguma exuberância, grande beleza e, por vezes, exalando um cheiro peculiar, sobretudo quando em estado selvagem.” Com este texto fiquei entusiasmado e decidido a percorrer a área privilegiada para observação dos castanheiros em flor, e com a esperança de conseguir desvendar o mistério do sexo das flores (pelos vistos os dois sexos encontravam-se na mesma árvore, sendo estas “atacadas” de hermafroditismo). Claro que a Confraria prometia muito mais. Convém desde já dizer que a flor dos castanheiros aparece entre Maio e Junho, e o fruto anuncia-nos a chegada do Inverno com as Festas dos Santos, dia 1 de Novembro, e os magustos de S. Martinho a 11 do mesmo mês. Tenho a sorte de ser amigo da Maria do Loreto Monteiro, grande especialista nesta matéria, que me esclareceu e privilegiou a minha observação.
    A Confraria pretende que este passeio, para observar os castanheiros em flor, sirva de ponto de partida para mais uma actividade de Turismo da Natureza que se deverá desenvolver em Trás-os-Montes. O “castanheiro constitui um elemento estético marcante formando comunidades arbóreas com forma e disposição peculiares, que, mesmo quando se olha de relance para uma paisagem rural, pode-se dizer em que tipo de região nos encontramos…. E que representam verdadeiro património paisagístico.”........


    Fonte: Virgílio Ferreira Gomes


























































    quarta-feira, 21 de junho de 2017

    Solstício de Verão e relógios de Sol


    Solstício e relógios de Sol



    Vai-se tornando tradição, pelo menos em Portugal, dedicar o dia do “solstício de verão” (21 de junho) a um instrumento muito antigo e cujo uso prático está quase completamente abandonado. No entanto, a sua evocação conduz, inevitavelmente, aos tempos em que os humanos primitivos iniciaram a caminhada que haveria de eliminar medos e superstições, a partir da observação da natureza e de tentativas para entender causas e efeitos das coisas que ocorriam, geralmente por sobre as suas cabeças, no decurso dos dias e das noites. Certamente, terão percebido que as sombras das árvores diminuíam na primeira parte de cada dia e que aumentavam depois disso, dedicando especial atenção ao momento em que ocorria a transição.

    A mudança de direção das sombras e a variação do seu comprimento estarão na origem do gnómon – objeto designado por termo grego com significado de “ponteiro” –, componente dos relógios de Sol (também conhecidos por “quadrantes solares”) que projeta sombra (à semelhança das árvores) sobre uma superfície em que gravações mais ou menos perfeitas e sofisticadas permitem a leitura das horas, no sentido de “que horas são?”. Registos encontrados num papiro indicam que por volta do ano 1450 a.C., no Egito, eram usados gnómones em forma de L para medir o tempo e regular os calendários, tal como outros documentos antigos revelam que, na China, tal instrumento era usado frequentemente nas observações astronómicas.

    O uso do comprimento das sombras para medir o tempo dominava de tal modo a vida dos povos mais evoluídos que, cerca de quatro séculos antes do início da nossa era, o dramaturgo grego Aristófanes, na peça Assembleia das Mulheres, utiliza o tema para referir a prática da líder das mulheres decididas a governar Atenas, ao ordenar ao marido: “Quando a tua sombra for igual a dez vezes o comprimento do teu pé, são horas de vir jantar.”

    Na entrada do décimo século da nossa era, os árabes tornar-se-iam herdeiros do conhecimento grego de medir o tempo, aparecendo, ao que parece, pela primeira vez, num trabalhode Ali Abul Hassan, um relógio de Sol em que o gnómon (ou estilete) era orientado para o polo norte. Parece certo terem sido os Cruzados a trazerem para a Europa este tipo de instrumento, razão da sua súbita disseminação e, consequentemente, do desaparecimento progressivo de outros modelos mais antigos.

    A descoberta da América permitiria conhecer que incas e aztecas tinham feito uso do gnómon, durante séculos, para determinação de momentos importantes como equinócios e solstícios e para um notável conhecimento do calendário.
    Fonte: Super Interessante















































    terça-feira, 20 de junho de 2017

    Bem amparada te quero, minha filha, mas nunca em Parada



    Em 2007, Fernando Ribeiro, escrevia assim no Blogue Chaves Olhares sobre a Cidade, acerca de Parada:

    "Quanto a Parada, fica a 26 quilómetros de Chaves, pertence à freguesia de Sanfins da Castanheira e o acesso é feito a partir do Caminho Municipal 1065, pavimentado e com belas vistas, tão belas como perigosas, pois a sinuosidade do caminho não recomenda distracções, e a propósito da notícia de abertura, é um daqueles locais onde não se recomenda ter um problema de saúde que necessite uma intervenção urgente. Uma boa aldeia para o Sr. Ministro da Saúde visitar e até para … bem, hoje falamos de Parada. Estava eu a falar de acessos, pois a partir de Chaves há que tomar a Nacional 103 em direcção a Bragança e chegados à Bolideira ruma-se em direcção a Dadim, Cimo de Vila da Castanheira, Sanfins, Santa Cruz e depois umas montanhas à frente, é Parada."
    Cresci a ouvir falar desta pequena aldeia, situada nos confins do Concelho de Chaves, e nem sempre pelos melhores motivos.
    Bem amparada te quero, minha filha, mas nunca em Parada. 
    Quando no Inverno, se vê, o nevoeiro, ao longe, para esses lados, a gente da minha terra diz_ não tarda, temos nevoeiro. Já está aparrado lá para Parada. Uma terra pequena a marcar a meteorologia de outros lugares
    Também me recordo do excelente cabrito que o meu Pai lá ia comprar, em ocasiões especiais e do saborosíssimo queijo de cabra, confeccionado no lugar.
    Hoje, Parada, é, simplesmente, ponto de passagem, sem direito a paragem, para o S. Gonçalo.