Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Apresentação pública da obra de António Souza e Silva



No dia 23 de Maio deste ano, em que se completaram 100 anos sobre a partida do 1º Batalhão do Regimento de Infantaria 19, com soldados do Alto Tâmega e de Barroso, para a Grande Guerra, António Souza e Silva apresentou, publicamente, a obra "Grande Guerra - Enquadramento Internacional", em Chaves, na Biblioteca Municipal.
Um fim de tarde cultural, onde nos foi dado assistir a uma elaborada lição de História. Parabéns Dr.º Souza e Silva.


"O Mundo e a Europa em que hoje vivemos foi moldado pela Grande Guerra (I e II Guerras Mundiais).
Cremos que as palavras por nós escritas há dois anos têm pleno cabimento nos tempos por que passamos, exigindo de todos nós, numa sociedade tão outra que criámos, com novos, mas com os mesmos velhos problemas, melhores mecanismos de controlo, muita mais clarividência e lucidez, não só para evitar as calamidades, que por várias áreas do Planeta proliferam, como para vivermos numa sociedade sem hegemonias e na aceitação igual e plena das diversas diferenças. Aceitação do outro, que embora diferente, é e tem os mesmos direitos e a mesma dignidade de todos nós.
Só assim é que o sacrifício e as vidas perdidas dos nossos antanhos, há 100 anos, terão algum sentido e valido a pena.
Reitero, uma vez mais, um muito obrigado a todos pela vossa presença e pelo carinho da vossa companhia nesta hora.
Disse."
(Final da intervenção do autor, no dia da apresentação pública da obra)

















































terça-feira, 23 de maio de 2017

Rosa brava, rosa povo, brisa do alto da serra



Menina de olhar sereno raiando pela manhã
De seio duro e pequeno num coletinho de lã
Menina cheirando a feno casado com hortelã
Menina cheirando a feno casado com hortelã

Menina que no caminho vais pisando formosura
Trazes nos olhos um ninho todo em penas de ternura
Menina de andar de linho com um ribeiro à cintura
Menina de andar de linho com um ribeiro à cintura

Menina de saia aos folhos, quem a vê fica lavado
Água da sede dos olhos, pão que não foi amassado
Menina de riso aos molhos, minha seiva de pinheiro
Menina de saia aos folhos, alfazema sem canteiro

Menina de corpo inteiro com tranças de madrugada
Que se levanta primeiro do que a terra alvoroçada
Menina de corpo inteiro com tranças de madrugada
Menina de corpo inteiro com tranças de madrugada

Menina de saia aos folhos, quem na vê fica lavado
Água da sede dos olhos, pão que não foi amassado
Menina de fato novo, Avé Maria da terra
Rosa brava, rosa povo, brisa do alto da serra

Rosa brava, rosa povo, brisa do alto da serra
Rosa brava, rosa povo, brisa do alto da serra
Rosa brava, rosa povo, brisa do alto da serra

Poema de Ary dos Santos


















































segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dia de Santa Rita de Cássia _ 22 de Maio





Ó poderosa Santa Rita, chamada Santa dos Impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliar na hora extrema, refúgio na dor e salvação para os que se acham nos abismos do pecado e do desespero, com toda a confiança no vosso celeste patrocínio, a vós recorro no difícil e imprevisto caso que dolorosamente me aflige o coração. Dizei-me, Santa Rita, não me quereis auxiliar e consolar? Afastareis vosso olhar piedoso do meu pobre coração angustiado? Vós bem sabeis, conheceis o martírio do coração. Pelos sofrimentos atrozes que padecestes, pelas lágrimas amargosíssimas que santamente chorastes, vinde em meu auxílio! Falai, rogai, intercedei por mim que não ouso fazê-lo ao Coração de Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a consolação, e obtende-me a graça que desejo. (Menciona-se a graça desejada).
Apresentada por vós, que sois tão cara ao Senhor, a minha prece será aceita e atendida certamente; valer-me-ei desse favor para melhorar a minha vida e os meus hábitos, e para exaltar na terra e no céu as misericórdias divinas. Amém.

Reze 3 vezes: Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

















































domingo, 21 de maio de 2017

Tantas voltas dei bailando que a rosa se desfolhou


De rosa ao peito na roda
Eu bailei com quem calhou
Tantas voltas dei bailando
Que a rosa se desfolhou 

Refrão:
Quem tem, quem tem amor a seu jeito
Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito 

Ó roseira, roseirinha
Roseira do meu jardim 
Se de rosas gostas tanto
Porque não gostas de mim 

Refrão 

Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito
Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito


José de Jesus Guimarães / Resende Dias










































sábado, 20 de maio de 2017

Homenagem a Armando José Tavares, em Tronco



Ontem, dia 19 de Maio, a aldeia de Tronco esteve em Festa. O povo da localidade e os muitos convidados, reuniram na sede da Associação Senhor dos Passos e à volta da mesa, num ambiente muito familiar, agradeceram, pela voz de um elemento dessa associação, os apoios recebidos para levarem a cabo um projecto social desta envergadura _ um Lar de Terceira Idade. Uma ambição mais que justa, que a população tem demonstrado ao longo dos anos.
Foi um dia pleno de emoções, com muitos Flavienses a participar neste evento enriquecido com a actuação do incomparável Quim Barreiros, amigo e convidado do meu primo José Tavares. 
O elemento da Associação que usou da palavra agradeceu todos os donativos ou qualquer outro tipo de ajuda para poderem levar a bom porto tão grandioso projecto.
Nesse agradecimento
destacou o meu primo, Armando José Tavares, homenageando-o com uma salva de prata, com um agradecimento gravado.
Depois de tudo que foi dito, eu acrescento:
Armando José Tavares é um Homem generoso e solidário, que muito tem feito em prol do concelho de Chaves, investindo, nomeadamente, em causas sociais, no apoio a lares de terceira idade, protegendo os mais frágeis e os desprotegidos da sorte.
É de salientar, também, o apoio que, ao longo dos anos, tem dado ao clube desportivo da terra, Grupo Desportivo de Chaves, que ele tem apoiado incondicionalmente.
Quero sublinhar, por fim, que nós, a família de Armando José Tavares, temos um orgulho imenso neste Homem bom, altruísta, generoso e solidário, sempre atento aos mais frágeis, aos mais vulneráveis, a todos os desfavorecidos da sorte.

















































sexta-feira, 19 de maio de 2017

Numa casa portuguesa fica bem




Numa casa portuguesa fica bem
pão e vinho sobre a mesa.
Quando à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem essa fraqueza, fica bem,
que o povo nunca a desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.

Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

No conforto pobrezinho do meu lar,
há fartura de carinho.
A cortina da janela e o luar,
mais o sol que gosta dela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar
uma existência singela...
É só amor, pão e vinho
e um caldo verde, verdinho
a fumegar na tijela.

Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

 Reinaldo Ferreira
















































quinta-feira, 18 de maio de 2017

A salva é uma das mais espantosas plantas medicinais que a humanidade tem ao dispor



A salva (Salvia officinalis) é um subarbusto perene, originário da região mediterrânica oriental, cultivado em todo o globo há milhares de anos. Por vezes surge como subespontâneo em Portugal. É uma das mais espantosas plantas medicinais que a humanidade tem ao dispor, sendo por isso também uma das mais estudadas. Notáveis os estudos em decurso que demonstram como pode retardar o processo de envelhecimento e ser utilizada com sucesso no tratamento da doença de Alzheimer.

Também conhecida como erva-santa, erva-sacra, chá-de-frança, chá-da-europa, salva-das-farmácias ou salva mansa, é muito bonita enquanto planta ornamental, revelando-se fundamental num jardim, para quem quiser tirar partido das suas propriedades medicinais e culinárias.

As folhas frescas podem ser utilizadas para limpar os dentes, simplesmente esfregando a página superior, mais rugosa, para conseguir o efeito. Passadas por polme de farinha e ovo e levemente fritas em azeite, podem ser comidas como peixinhos da horta vegetarianos. As flores de todas as variedades são comestíveis.

As folhas possuem um aroma forte e pungente, sendo muito populares na cozinha. São utilizadas com frequência em comidas mais pesadas, como carnes gordas, pratos de forno, etc, pelas suas propriedades digestivas.

A infusão das folhas secas ou frescas actua sobre o aparelho digestivo, além de ser utilizada como tónico e estimulante hepático ou para melhorar a circulação. As suas propriedades anti-sépticas tornam-na efectiva em gargarejos. A planta é também utilizada em casos de lactação excessiva, suores nocturnos, salivação excessiva, transpiração excessiva, ansiedade, depressão, esterilidade feminina e problemas relacionados com a menopausa.

A sua colheita deve ser feita antes da floração. Recomenda-se para uso interno a infusão de 1 colher de sobremesa da planta seca por chávena, 3 chávenas por dia, durante 2 a 4 semanas. Pode tornar-se tóxica quando tomada por períodos mais prolongados.

Externamente é utilizada para tratar picadas de insectos, infecções da pele e corrimento vaginal. Nestes casos deve colocar-se 30 a 40 gr/l de planta seca e ferver durante 10 minutos e aplicar sob a forma de compressas, lavagens ou banhos de assento. As folhas, quando aplicadas sobre um dente infectado, aliviam as dores.

Fonte: Plantas aromáticas, Condimentares e Medicinais