Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Uma papoila crescia, crescia




...Uma gaivota voava, voava,
Asas de vento,
Coração de mar.
Como ela, somos livres,
Somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
Grito vermelho
Num campo qualquer.
Como ela somos livres,
Somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
Não vou combater".
Como ela, somos livres,
Somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
Parte à conquista
Do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
Não voltaremos atrás.

















































terça-feira, 24 de abril de 2018

Dia Mundial do Livro



Dia Mundial do Livro

Ontem, celebrou-se o “ Dia mundial do Livro”. A data tem como objectivo reconhecer a importância e a utilidade dos livros, assim como incentivar hábitos de leitura na população.
E isto, talvez, porque constatamos que o ser humano vai perdendo, aos poucos, esta capacidade _ a arte de saborear um Livro.
Numa sociedade que empobrece por falta de valores e de cultura, ler também é uma arma. Cada vez mais.
Hoje, o meu livro de eleição é " Quem Me Dera Naqueles Montes..." de António Mosca, um quase conterrâneo.
É uma Monografia da sua terra natal, Monte d'Arcas, e extensiva às aldeias circundantes. Só variam os nomes e pouco mais.
Relata, com mestria e rigor, usos, costumes e tradições dessa aldeia, a aldeia que o viu nascer, num excelente trabalho de pesquisa e de amor à sua terra natal.
Os habitantes de Monte d'Arcas têm para com o Autor, António Mosca, uma dívida de gratidão, que perdurará pelos tempos.
Aconselho, vivamente, a sua leitura.



















































segunda-feira, 23 de abril de 2018

Bouças é uma pequena aldeia que pertence à freguesia de Bouçoais


Bouças é uma pequeníssima aldeia que pertence à freguesia de Bouçoães.
Situa-se a 409 metros de altitude, numa encosta do rio Rabaçal. Devido a este facto, Bouças dispõe de vistas panorâmicas belíssimas sobre a albufeira da barragem de Bouçoães-Sonim.

A aldeia de Bouças é constituída por dois núcleos de casas aos quais se acede a partir da primeira estrada à direita para quem segue pela Estrada Nacional 103 (Chaves - Bragança) após cruzar a ponte de Rebordelo sobre o rio Rabaçal.
Nossa Senhora dos Remédios é a Santa que se venera nesta localidade. Em Sua honra, organiza-se, anualmente, em Agosto, uma festa que recebe todos os emigrantes da terra.


















































domingo, 22 de abril de 2018

Foto retirada da Internet

Em 1854, o presidente dos Estados Unidos propôs comprar uma grande área de terra dos índios peles-vermelhas, prometendo uma reserva para que nela eles pudessem viver. A resposta do Chefe Seattle é tida como uma profunda declaração de amor ao Meio Ambiente, brotada do coração puro e simples de um índio cheio de reconhecimento à Natureza por tudo de bom que ela dá ao homem.



Assim que o Governador Stevens chegou em Seattle e disse aos nativos que tinha sido indicado com comissário para assuntos indígenas para o território de Washington, estes lhe prepararam recepção frente dos escritórios do Dr. Maynard's, na margem próxima da Rua Principal - Main Street. A baía enxameava de canoas enquanto a margem esta tomada por uma morena e movimentada massa humana. Quando o timbre de trombeta da voz do velho Chefe espalhou-se sobre a imensa multidão como o rufar de um tambor, formou-se um silêncio tão instantâneo e perfeito como aquele que segue o crack do trovão em um céu limpo.

Sendo então apresentado à multidão nativa pelo Dr. Maynard, em um tom conversacional, direto e objetivo, o Governador deu imediatamente início a uma explanação sobre sua missão, que é conhecida demais para que requeira recapitulação.

Quando ele se sentou, o Chefe Seattle levantou-se com a dignidade de um senador que carrega em seus ombros a responsabilidade sobre uma grande nação.

Colocando uma mão sobre a cabeça do Governador, e lentamente apontando para o céu com o dedo indicador da outra, em tom solene e impressionante, começou seu memorável pronunciamento.


(discurso pronunciado após a fala do encarregado de negócios indígenas do governo norte-americano haver dado a entender que desejava adquirir as terras de sua tribo Duwamish).

"O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade.

Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.

Minhas palavras são como as estrelas que nunca empalidecem.

Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.

O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.

Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d'água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.

Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.

Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das assa de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo a pinheiro.

O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.

O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.

Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.

Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.

De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.

Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará, para chorar sobre os túmulos de um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos.

Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.

Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometestes. Lá, talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.

Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Preteje-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse: E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum".
















































sábado, 21 de abril de 2018

Mas não há coisa no mundo mais viva do que uma porta





Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!
Vinicius de Morais























































sexta-feira, 20 de abril de 2018

O chá feito com as folhas da carqueja funciona como um tónico estomacal controlando o apetite




A planta é um arbusto de até 80 cm de altura, hastes ramificadas, eretas e lenhosas na base, com ramos trialados, folhas nulas e flores amareladas que nascem agrupadas, formando bolas. Suas partes utilizadas para os chás, são as folhas.

Muitos ainda não acreditam nos poderes curativos e medicinais de ervas e chás, mas o uso destas tem se tornado cada dia mais popular no tratamento de doenças e enfermidades.

O chá feito com as folhas da carqueja funciona como um tónico estomacal controlando o apetite, além da anemia causada por perda de sangue. É diurético e depurativo indicado em casos de diarreia, fraqueza, gripes, febres e prisão de ventre.

A carqueja, tão famosa por seu sabor amargo, tem propriedade antitérmica e baixa o nível da glicose no sangue, efeito este comprovado cientificamente. Além disso, auxilia no tratamento de afecções gástricas, intestinais, hepáticas, biliares, febris e também atua na purificação do sangue. Seus benefícios se dão, principalmente, pelos compostos fenólicos, saponinas, flavonas e flavóides.
Comprovação científica

Alguns de seus efeitos foram estudados e comprovados pela ciência:
Combate à gastrite;
Redução do colesterol;
Controle do diabetes;
Combate à amigdalite, faringite, asma e bronquite asmática;
Eliminação de vermes intestinais;
Alívio de problemas gastrointestinais;
Combate à má circulação;
Combate ao reumatismo;
Eficaz nos regimes de emagrecimentos.

Com muitos propósitos e benefícios, a carqueja pode ser usada na forma de chá, realçando alguns efeitos.
A proporção é de 20g de folhas picadas para um litro de água. Coloque 20g de folhas picadas em um recipiente com 1l de água fervente, já com o fogo desligado. Deixe esfriar e coe. Você pode tomar de três a quatro vezes ao dia.
Para algumas enfermidades, o preparo pode variar:

Para controle do diabetes, coloque 1 colher de sopa de folhas picadas em 1 l de água fervente, com o fogo desligado. Deixe esfriar, coe e tome uma xícara de chá seis vezes ao dia. Quando estiver fazendo uso deste chá, controle rigorosamente os níveis glicêmicos, uma vez que ocorrem baixas significativas correndo o risco de provocar hipoglicemia.




























































quinta-feira, 19 de abril de 2018

Fonte de inspiração para diversos pintores holandeses, as tulipas merecem toda a nossa atenção



Fonte de inspiração para diversos pintores holandeses, as tulipas merecem toda a nossa atenção. A beleza delas é indiscutível e, além disso, o seu crescimento é aquilo que mais nos fascina. A tulipa é tanto geotrópica quanto fototrópica. Nunca ouviu falar nesses termos? O primeiro se referee ao caimento dela: seu corpo tende a tombar com a gravidade. Já o segundo, define que ela continuará crescendo em direção à claridade.

Não é de se estranhar, então, que depois de colocá-las em um lindo vaso que valorize suas formas e com água fresca, elas continuem a crescer. Mesmo cortadas?! Sim, é isso mesmo que você leu.
Outra curiosidade é que apesar de associarmos as tulipas à Holanda, elas começaram, na vedade, a ser cultivadas no antigo Império Otomano e foram introduzidas na Holanda apenas no século 16. Foi então que começou a Tulipomania. Apesar de parecer um festival, foi muito mais do que isso. A tulipa rapidamente se transformou em uma espécie obssessão.
Carolus Clusius, professor de botânica da Universidade de Leiden em 1593, foi quem introduziu a primeira tulipa em solos holandeses. Carolus conseguia seus tão desejados bulbos através de um amigo embaixador servindo em Istambul. 

Cabe aqui citar uma história popular da época sobre um visitante que viajava pela Turquia. Ao se deparar com uma tulipa no mato, ele rapidamente apontou para ela e perguntou e perguntou qual era o seu nome a um fazendeiro que, como era de costume na região, usava um turbante. O fazendeiro respondeu “Tulipand” e assim ficou. Tempos depois o viajante descobriu que tulipand de fato designava o turbante do fazendeiro, uma confusão que acabou batizando para sempre o nome da flor no mundo ocidental.

Fonte: Botânica: curiosidades sobre as tulipas