Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Ele (Cavaco Silva) que continue a escrever a sua história: a História jamais o absolverá

Sem Sombra de Grandeza
(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 25/02/2017)
AUTOR
                                        Miguel Sousa Tavares




1 Bem pode Cavaco Silva desfilar o rol de grandes do mundo que conheceu em vinte anos no topo da política portuguesa: nenhum desses grandes o recordará nem que seja num pé de página de memórias e a nossa história não guardará dele mais do que o registo de uma grandiloquente decepção.

Nos seus dez anos como primeiro-ministro, Cavaco Silva teve o que nunca ninguém tinha tido antes dele e não voltou nem voltará a ter depois dele: uma maioria, tempo, paz social, esperança e dinheiro sem fim, vindo da Europa. Fosse ele, porventura, um homem dotado de visão e de coragem e conhecedor da nossa história e dos nossos males ancestrais, teria aproveitado as circunstâncias para inverter de vez o funesto paradigma em que vivemos hádécadas ou séculos. Em lugar disso, aproveitou o dinheiro e os ventos favoráveis para engrossar o Estado, fazer demasiadas obras públicas inúteis e cimentar a clientela empresarial que sempre viveu da obra ou do favor público. Ele lançou as raízes do défice e da dívida pública, que, depois, tal como as obras (de Sócrates), passou a execrar. Cinco anos volvidos, regressaria para outros dez de Presidência. Por razões que já nem adianta esmiuçar, acabaria por sair de Belém com uma taxa de rejeição recorde e com 80% dos portugueses fartos dele e do seu pequeno mundo. Muita da popularidade de Marcelo deve-se ao facto de os portugueses o verem em tudo como o oposto de Cavaco Silva.

Tive um breve mas arrepiante flashback deste pequeno mundo quando, na semana passada, Cavaco Silva lançou o seu livro de ajuste de contas. Pelas citações e declarações que li e ouvi, parece-me que a única coisa boa do livro é o título — (mas até esse li que não era original). No restante, Cavaco entretém-se a contar os seus “factos rigorosos” para “informação dos portugueses”, e registados com base num método que diz ter inventado quando era estudante e que se presume não ser o do gravador oculto. A finalidade da história das suas quintas-feiras éatacar um homem já debaixo de todos os fogos — o que confirma a lendária coragem intelectual de Cavaco, tal como no seu discurso de vitória quando foi reeleito, atacando com uma raiva e um despeito indignos de um Presidente da República os seus adversários que jánão se podiam defender. Parece que agora, com um absoluto desplante e tomando-nos a todos por idiotas, Cavaco Silva ensaia uma indecorosa falsificação dos tais “factos rigorosos”: a história de como ele e a filha ganharam 150% em dois anos com acções do BPN que não estavam cotadas em bolsa (jamais desmentida e bem documentada), não passou, afinal, de uma“calúnia”, vinda da candidatura de Manuel Alegre; e a célebre “conspiração das escutas” de Sócrates a Belém, engendrada entre o assessor de imprensa de Cavaco e um jornalista do“Público”, foi, pasme-se, ao contrário: foi o Governo que montou uma operação para fazer crer… que o Governo escutava Belém!

Ele (Cavaco Silva) que continue a escrever a sua história: a História jamais o absolverá














































domingo, 26 de fevereiro de 2017

A camélia, altiva e fria, encanta mas arrepia



Uma rosa embalsamada

talvez desse uma camélia!

Talvez desse!

e ... Talvez não!

Que mesmo murchas - as rosas

inda perfumam a mão

que piedosa as recolhe!...

- mas a camélia, altiva e fria

encanta - mas arrepia !

é frágil como o cristal

e ... de flor

tem a forma e tem a cor

mas, perfume, não exala!

- Se a camélia fosse gente

nunca seria rameira

mas não seria donzela

nem mãe galinha (cheia de filhos)

não seria ama

nem criada de sala ou de cozinha

- Se a camélia fosse gente!...

podia ser uma infanta!

Mas criança - só já morta

já toda em tons de marfim

com dedos finos de cera!

- Se a camélia fosse gente !

Seria ela - e só ela !

Se a camélia fosse gente

não era quente - era distante

teria um trono

todo de oiro e pedrarias

onde se sentaria - hirta e bela

todos os dias

como prisioneira

detrás duma janela ...

... ou freira com mágoas de amor

fechada num convento

e ... nem acenaria

ao receber as cortesias

das outras flores balançando ao vento!

- Seria mote

para lendas e mistérios

e havia de morrer devagar

desvanecendo sem um lamento

e, sem se saber, sequer, de que morria ...

Talvez ... só do desalento

de não ser capaz

de um pensamento de amor!

- quero dizer: - um perfume

que dissesse: - olhai vêde!

Estou viva e ... sou flor! ..
Maria José Rijo

.












































sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

É Carnaval ninguém leva a mal




O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pela boas colheitas do ano.

No ano 590 d.C, o Carnaval começou a ser festejado pela Igreja Católica. O período de Carnaval era apelidado como o "adeus à carne", marcando a véspera de um período de jejum e privações antes de se iniciar a quaresma. As populações festejavam e degustavam manjares para preparar o período de privações a começar no dia seguinte.

Hoje o Carnaval assume-se como uma festa onde reinam fantasias e disfarces, na qual miúdos e graúdos festejam usando máscaras e trajes coloridos que não têm possibilidade de usar durante o resto do ano. É uma época de diversão e onde são permitidas brincadeiras, seguindo o provérbio popular "No Carnaval ninguém leva a mal".















































quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

30 anos foram demasiado poucos anos para retirar da memória um homem que não “morreu”




PEDRA DE TOQUE

JOSÉ AFONSO

No dia 23 de Fevereiro a rádio e a RTP recordaram Zeca Afonso, falecido exactamente há 30 anos.
Durante cerca de 4 horas de viagem, escutei depoimentos de amigos e admiradores e ouvi, com a emoção de sempre, as suas baladas e melodias.
Os seus textos, os seus poemas, as suas letras, passado este quarto de século, continuam actualíssimos e são demonstrativos da sua cultura inquebrantável da subversão, ele que foi um castigador sem piedade do conservadorismo político, cultural e moral.
Proibido de ensinar, viu censurada a sua escrita de palavras e melodias.
Sempre simples e humilde, viveu até ao fim sem vergar, intransigente, lúcido, com uma integridade intocável.
Tive o prazer e o privilégio de o conhecer e constatei pessoalmente o que afirmo.
Em entrevista a Viriato Teles, dois anos antes de seu decesso (1985), disse frontal: “O que é preciso é criar desassossego. Quando começarmos a criar álibis para justificar o nosso conformismo está tudo lixado…”.
Para acrescentar adiante: “É preciso agitar, não ficar parado, ter coragem”.
Neste mundo, neste país em que os poderosos continuam a semear a injustiça que tanto o revoltava, urge estar vigilante porque “Se alguém se engana com o seu ar sisudo e lhes franqueia as portas à chegada” eles virão “ em bando com pés de veludo, chupar o sangue fresco da manada”.
O exemplo de Zeca tem de estar presente e a sua obra escutada sempre, mormente nos tempos que passam, porque nós que somos filhos da madrugada só podemos dar-lhe a nossa gratidão, a nossa paga, se abrirmos caminho a uma “ terra da fraternidade” onde “ o povo é quem mais ordena”, como escreveu José Manuel Pureza numa bela crónica no DN.
Nessa busca incessante por essa sonhada terra, que com coragem teremos de atingir, como pediu Zeca, devemos também levar todos os amigos, sobretudo aqueles que são maiores que o pensamento.

Dr.º António Roque



















































quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Os grelos são comestíveis enquanto estão tenros



Um grelo (ou o plural grelos) é um nome genérico para um rebento de uma planta, muito apreciado em Portugal e na Galiza como acompanhamento de culinária portuguesa. Os cultivares mais representativos na culinária portuguesa são o nabo, a couve, e a nabiça (também conhecida como colza).

A aparência é a dum talo mais ou menos grosso do qual saem algumas folhas e no extremo as flores.
O grelo é comestível enquanto está tenro. Quando a flor desabrocha o grelo endurece e já não é possível o seu consumo, pois não amolece por muito que se coza.
Um bom sistema para saber se o grelo é mole ou não consiste em fazer um corte transversal no seu extremo. Se o centro estiver muito branco (branco neve) o grelo já não é comestível por causa da sua dureza.
Além de possuir um alto teor em vitaminas, os grelos ajudam a prevenir o câncer. Esta propriedade foi descoberta pela Misión Biolóxica de Galicia, centro dependente do Consello Superior de Investigacións Científicas (CSIC). Esta propriedade é uma consequência dos glicosinolatos, responsáveis pelo sabor azedo característico da verdura.
O grelo é rico em vitaminas e cálcio, fazendo do grelo um substituto parcial do leite em especial para os alérgicos à lactose. Por este motivo também, são recomendáveis a pessoas que padeçam de osteoporose.

Quando se submete o grelo a altas temperaturas de cozedura, parte dos nutrientes perdem-se de modo irremediável enquanto que a outra parte fica no alimento e na água onde de cozedura, pelo que é recomendável comê-los com o seu caldo para aproveitar assim os glucosinolatos que previnem o cancro. Outras maneiras de conservar as suas propriedades são a sua cozedura a vapor ou cozinhá-los numa frigideira de grelhar.
















































terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O rio Rabaçal é um curso de água que nasce na Galiza



O rio Rabaçal é um curso de água que nasce na Galiza, próximo da fronteira com Portugal, entrando no país no concelho de Vinhais. Ainda no concelho de Vinhais junta as suas águas com o rio Mente, o seu maior afluente, o qual faz em parte do seu percurso a fronteira com Espanha. Este rio serve de limite entre o distrito de Vila Real e o distrito de Bragança, fazendo também de fronteira entre os concelhos de Chaves e Valpaços do lado de Vila Real e os de Vinhais e Mirandela do lado de Bragança. Possui duas barragens, a barragem em Rebordelo e a barragem de Sonim, ambas entre o concelho de Valpaços e o de Mirandela. Segue o seu caminho até à confluência com o rio Tuela a Norte de Mirandela, para formar o rio Tua.

Como em vários outros cursos de água do Norte de Portugal, o rio Rabaçal é atravessado por algumas pontes romanas. A destacar existem a ponte entre Santalha e Edroso de Lomba, encaixada num profundo vale, e a ponte na estrada Bouça-Valpaços, num local aprazível e junto a um parque de campismo.
Fonte:Wikipedia
















































segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ermidas, uma pequena aldeia da Freguesia de Bouçães



Ermidas é uma muito pequena aldeia que pertence à freguesia de Bouçoães. Encontra-se a 548 metros de altitude, num pequeno vale encostado a uma elevação atrás da qual corre o rio Rabaçal.

Para se chegar à aldeia de Ermidas, deve-se seguir na Estrada Nacional 103 no sentido Chaves - Vinhais; após o cruzamento para Bouçoães, Sonim e Valpaços, deve-se virar na primeira estrada à direita.

A maior atracção da aldeia de Ermidas é a capela de Santa Rita, em cuja honra se celebra todos os anos, no segundo domingo de Outubro, uma romaria muito concorrida que atrai centenas de pessoas que rezam e convivem no amplo espaço dedicado à realização da festa de Santa Rita.
Fonte: Freguesia de Bouçoais