Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Autarcas de Valpaços ameaçam demitir-se caso se mantenha a decisão de fechar o Tribunal

Lusa

29 Jun, 2012, 19:29

O presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares, e os deputados da Assembleia Municipal ameaçaram hoje demitir-se "em bloco", caso o Governo mantenha a decisão de encerrar o tribunal local.
"Não suporto esta desonradez e injustiça para com o Município de Valpaços e a população", afirmou Francisco Tavares.
O presidente, que ocupa funções há quase 27 anos, tinha intenções de se demitir hoje, mas decidiu aguardar um mês, depois de receber um comunicado do gabinete do Ministério da Justiça, na quinta-feira à noite, pedindo para não tomar essa "atitude drástica" e agendando uma reunião para a próxima semana.
"Notei, agora, por parte do Ministério da Justiça alguma recetividade e abertura para o diálogo", ressalvou.
Contudo, se, findo o mês que o Ministério da Justiça pediu para aguardar, não houver novidades positivas, Francisco Tavares garante demitir-se como forma de protesto para com a decisão "injusta" do Governo.
"Não tenho condições de continuar a ser autarca com o encerramento contínuo de serviços no concelho, por isso, sacrifico o meu cargo de presidente da câmara", explicou.
Depois do anúncio da decisão do autarca, os deputados da Assembleia Municipal aprovaram hoje, por unanimidade, uma moção dirigida à ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, mostrando "indignação, repúdio e protesto" para com a decisão.
"Esta atitude deixa-me satisfeito e demonstra que estamos unidos na mesma luta", afirmou Francisco Tavares.
Na nova proposta do mapa judiciário, a comarca de Valpaços, no distrito de Vila Real, integra a lista dos 54 tribunais a extinguir, porque "apresenta valores reduzidos ao nível do movimento processual".
Apesar da proposta de extinção do tribunal, o documento assegura a criação de uma extensão judicial no concelho.
O edil reforça que esta política não serve Valpaços, a população e o interior.
"Não sou contra o Governo, mas não me sinto bem em defender o Governo como defendi e, agora, andar na rua a protestar contra ele, por isso, tomei a decisão de me demitir porque me sinto ofendido", terminou.
Na segunda-feira, os 12 advogados da Comarca de Valpaços suspenderam, por tempo indeterminado, a atividade no tribunal local, como forma de proposto pela proposta do seu encerramento.
Segundo dados da Ordem dos Advogados de Valpaços, já deram entrada no Palácio de Justiça, até ao momento, 450 processos e existem "mais de 1200 processos" pendentes.
Atualmente, o tribunal funciona com dois magistrados judiciais e dois juízes do Ministério Público.
Significa, segundo a ordem, que tem "movimento processual" e razão de existir.