Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.
É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.
Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.
Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.
A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".
A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.
sábado, 24 de agosto de 2019
REMODELAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO HOSPITAL| INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Hospital de Valpaços_em breve, uma realidade
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
António Barbosa Com Valpaços...Sempre
19 Fevereiro, 2011 14:49
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O Hospital de Valpaços
O assunto já tinha sido abordado e debatido nas duas anteriores Sessões da Assembleia Municipal de Valpaços, onde ficou patente a preocupação dos autarcas sobre o diferendo que se vem agravando ao longo deste ano, entre a Santa Casa da Misericórdia, entidade proprietária do Hospital e a empresa Lusipaços, contratada para gerir, explorar e prestar os respectivos serviços de saúde mediante Protocolo celebrado com a Santa Casa da Misericórdia, segundo consta, até ao ano de 2014.
Também a população, ainda que com algumas reservas e falta de informação concreta sobre o assunto, começa a questionar o que se passa no Hospital, que se diz, correr o risco de encerrar em breve devido ao estrangulamento financeiro a que a entidade gestora tem sido vetada, considerando o incumprimento dos Protocolos estabelecidos. Segundo o que veio a público na imprensa, o grande problema está na retenção das transferências financeiras relativas ao pagamento das comparticipações do Estado pelos utentes do Serviço Nacional de Saúde e de outros subsistemas de saúde estatais, provenientes do Estado e que a Santa Casa da Misericórdia terá que transferir para a empresa Lusipaços, a entidade gestora do Hospital.
Desde logo se impõe a primeira questão: Porque é que a Santa Casa da Misericórdia não transfere atempadamente as verbas a que está obrigada a transferir para a entidade gestora, comprometendo com isso a gestão corrente do hospital, conforme consta nas notícias publicadas?
Daqui poderão resultar ainda outras duas questões:
A empresa Lusipaços tem prestado um mau serviço à população?
Não tem cumprido com os protocolos estabelecidos, levando a Santa Casa a não cumprir com o que está protocolado?
Há ainda outra questão na qual devemos reflectir: Estaria o Hospital de Valpaços aberto desde 1999 e teria o sucesso que tem, se não fosse esta empresa a investir o que investiu no Hospital, em termos de recursos materiais e humanos?
Convém dizer que o Hospital de Valpaços presta serviços que se encontram no patamar da excelência, nomeadamente na área oftalmológica e ortopédica. São imensos os doentes transferidos e encaminhados de vários pontos do país, para se submeterem a intervenções cirurgicas no Hospital de Valpaços. Conta com um bom quadro clínico e também os restantes serviços são prestados com qualidade, dito pelos próprios médicos da terra e pelo povo.
O segundo problema é aparentemente ainda mais complexo do que o primeiro, nomeadamente quanto à sua compreensão. Um dos sócios detentor de 33% do capital social da empresa Lusipaços, quota que a Santa Casa terá comprado apesar de o negócio acabar por não se ter concretizado, apareceu agora a querer assumir funções, algo que não se verificava desde 2001, segundo se pode aferir nas notícias publicadas. Este sócio, que também segundo o que veio a público, terá problemas com a justiça Espanhola e parece contar com o apoio da Santa Casa da Misericórdia estará a dificultar a gestão corrente da sociedade, boicotando a nomeação do gerente ou administrador não sócio.
Quer-se fazer crer que existe um problema entre sócios: mas em qualquer sociedade comercial, os problemas são resolvidos pelo capital. Se for um problema de capital, não existe qualquer problema: de um lado estão 66,66% do capital e do outro estão 33,33%.
As questões mantêm-se:
O que quer a Santa Casa da Misericórdia de Valpaços?
Comprar a empresa Lusipaços?
Romper os Protocolos assinados com a empresa para a gestão e exploração do hospital?
Porquê?
Apresente-se uma, uma razão credível para tal.
Os Valpacenses têm o direito de saber se há algum incumprimento dos Protocolos estabelecidos. Aparentemente, segundo vamos lendo e ouvindo, mediante os depoimentos de inúmeras vozes, a Lusipaços tem prestado um bom serviço ao longo destes anos de actividade em Valpaços. Provam-no as imensas intervenções cirúrgicas nas referidas áreas, oftalmológica e ortopédica. Trata-se de um dos Hospitais onde se fazem mais intervenções cirurgicas na área oftalmológica em toda a região norte.
Quererá a Santa Casa passar a prestar ela própria os serviços de saúde?
Tem know how para isso? Tem capital para adqurir todo o material investido no Hospital ao longo destes anos?
Ou andará por ai alguma empresa prestadora de serviços na área da saúde, interessada em gerir e explorar o hospital?
O que quer afinal a Santa Casa da Misericórdia?
Desgastar a outra parte levando-a a “bater com a porta”? Fazer com que esta se vá embora, levando recursos humanos e materiais, afim de lhe imputar responsabilidades pelo encerramento do hospital?
Este diferendo já se arrasta há tempo demais e terá que ter solução, devendo imperar o bom senso. Os acordos que a Santa Casa da Misericórdia assina com a Administração Regional de Saúde do Norte, vão cessar brevemente, sendo alvo de nova negociação. Como se sabe esses acordos são fundamentais para a sobrevivência financeira do hospital e para que se continue a prestar serviços aos utentes do Serviço Nacional de Saúde. Com todo este imbróglio que dura e perdura, o que pretende fazer a Santa Casa da Misericórdia quando se sentar à mesa das negociações?
Uma última palavra para louvar a os esforços que o Sr. Presidente da Câmara Municipal e o Sr. Director Clínico do Hospital, têm efectuado em todo este processo, não se coibindo a esforços de mediação neste diferendo, tentando salvar o Hospital de Valpaços.
É também preciso ter consciência de que o Hospital de Nossa Senhora da Saúde, designação atribuída, após a sua conclusão em meados do século passado, foi construído à custa de muito esforço e esmola do Povo de Valpaços. Para se ter uma melhor percepção da actividade actual do Hospital de Valpaços, leia-se esta notícia, publicada no Jornal Terra Quente em Janeiro do corrente ano, onde constam também algumas declarações do anterior gerente não sócio, sobre o bom funcionamento do Hospital.
Que impere o bom senso, a bem do Concelho de Valpaços!
PS: no dia em que o Semanário Transmontano noticiou o problema, pelas 09.30 da manha já não havia qualquer jornal à venda nos quiosques Valpacenses. Segundo consta, terão sido dois funcionários de uma das instituições em causa, a adquirir a totalidade do semanário. A quem interessará sonegar a informação aos valpacenses? Se não há nada a ocultar nem a temer, porque se recorrem a métodos nada próprios em democracia?
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