Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Valpacenses manifestaram-se mais uma vez pela reabertura do seu Hospital e reintegração dos funcionários


A terceira manifestação popular para exigir a reabertura do Hospital de Valpaços e a reintegração dos funcionários ficou ontem marcada pela intervenção da GNR após as pessoas terem arrombado, exaltadas, os portões da Misericórdia e forçado a entrada.
Os valpacenses mostraram desta forma e mais uma vez, o seu descontentamento forçando a entrada no hospital, depois de terem exigido a presença do provedor da Misericórdia, actual responsável pela gestão desta unidade de saúde, para esclarecer o futuro do hospital.
Os ânimos exaltaram-se e os manifestantes forçaram a entrada da Misericórdia para falar com o provedor, que teve de sair (fugir) por uma porta lateral.
O presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares, conseguiu, como sempre, serenar os ânimos e prometeu que irá reunir amanhã com as partes interessadas para ser encontrada uma solução que tenha em conta a manutenção dos postos de trabalho e das valências do próprio trabalho.