Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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domingo, 8 de março de 2015

Dia internacional da Mulher






O teu silêncio grita-me na alma
Onde o eco de sonhos condoídos
Soa como trovão na tarde calma 
E rasga como espada os meus sentidos! 




            Alexandre Parafita






















segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Transido de frio o Menino chora



Balada para um Natal

Por causa do vento
Que sopra lá fora,
Transido de frio
O menino chora!

Veio uma bezerra,
Um anho, um jumento,
Chegaram-se a ele,
Valeram-lhe a tempo!

Quentaram-lhe o corpo
Com bafo inocente
De instinto supremo,
Instinto de gente!

E mesmo que o vento
Soprasse lá fora,
Era de alegria
Que chorava agora.

Que belo poema
Com este cenário
Ali se escrevia:

Daí a um instante
Aquele menino
Sorria, sorria!...

Bib.: PARAFITA, A. - Histórias a rimar para ler e brincar, Texto Editores.
Ilustração: Elsa Navarro































quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Chama as ovelhas p'lo nome




Chama as ovelhas p'lo nome,
Com bafo de migas de alho,
E cada qual lhe responde
Com a voz do seu chocalho.

(ap) Alexandre Parafita


























quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sempre ao redor dos canteiros









Os bailes da borboleta


Da minha janela vejo
A bailar a borboleta,
Baila nas flores do jardim
Com arzinho de vedeta!

Que gosto vê-la bailar
Sempre ao redor dos canteiros!
Faz uma vénia aos narcisos
E ciúmes aos craveiros!

Passa sobre os malmequeres,
Sobre as dálias e o jasmim,
Visita depois os lírios
Já mais pertinho de mim!

Pede licença às hortências
E vai beijar o junquilho,
Que fica lisonjeado
E as pétalas ganham brilho!

Passa depois às tulipas,
Margaridas, madalenas,
Jacintos, tílias, camélias,
Miosótis e açucenas!

Os meus olhos vão com ela
A bailar nas dedaleiras,
E só param mais além
No canteiro das roseiras!

Que belo fica o jardim
Com esta florzinha alada!
Não será ela (quem sabe?)
Uma fada disfarçada?
Alexandre Parafita






















quarta-feira, 21 de maio de 2014

Chegou depois a manhã



História de um alvorecer

Andava uma gota de água
A saltitar na roseira,
Pulava de rosa em rosa,
Sempre rebelde e ligeira!

Em cada uma deixava
Um leve instante de esp’rança,
Depois lá ia a gotinha
Tocada p’la brisa mansa!

Cada pétala a abraçava,
Mas de nada lhes valia...
De tão rebelde que era,
Logo ela se escapulia!

Chegou depois a manhã!
O sol, sorrindo, acordou!
E ao beijar todas as rosas,
A gota de água secou!

Alexandre Parafita























sábado, 3 de maio de 2014

A vida é como um rio




A vida é como um rio


A vida, a nossa vida, é como um rio
Que rompe corajoso pela bruma,
E, tendo sempre o mar por desafio,
As cachoeiras, vence-as uma a uma!

Primeiro é riacho, ribeirinho,
E logo, é vê-lo já como ribeiro,
E, se às vezes, se engana no caminho,
A natureza o chama ao seu regueiro!

Depois, lá vai no leito, leve, esguio…
Perde o seu tempo quem o quer desviar!
Aqui e em sítio algum, jamais um rio
Se perdeu à procura do seu mar!

(ap) Alexandre Parafita