Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

domingo, 13 de dezembro de 2009

Rosas Amarelas para Ti


Canção Com Lágrimas



Eu canto para ti um mês de giestas


Um mês de morte e crescimento ó meu amigo


Como um cristal partindo-se plangente


No fundo da memória perturbada·


Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa


E um coração poisado sobre a tua ausência


Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês


Em que os mortos amados batem à porta do poema


Porque tu me disseste quem em dera em Lisboa


Quem me dera me Maio depois morreste


Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve


Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro


Eu canto para ti Lisboa à tua espera


Teu nome escrito com ternura sobre as águas


E o teu retrato em cada rua onde não passas


Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio


Porque tu me disseste quem me dera em Maio


Porque te vi morrer eu canto para ti


Lisboa e o sol Lisboa com lágrimas


Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve


Eu canto para ti Lisboa à tua espera...



Adriano Correia de Oliveira





Todos os dias se desenham canções com
lágrimas, no meio das nossas vidas,
das nossas ruas, dos nossos mundos...

4 comentários:

Teresa M. disse...

Eu sei, amiga, que data é esta e por quem são essas lágrimas.
Mas a vida tem que seguir o seu rumo. Tu és uma mulher com muita coragem e tens conseguido superar os momentos maus que a vida te preparou. Mil beijos.
Estou contigo.

Anónimo disse...

Faz hoje cinco anos que estávamos juntos. Hoje a Graça também está no meu coração. Força porque, apesar de tudo, a vida é bela e vale a pena ser vivida.
Um beijo.

Paulo C. disse...

Olha, Graça, gosto desse nostálgico poema de Adriano Correia de Oliveira, mas vou contrapô-lo a um de António Gedeão,
que fala de vida e de sonhos.


«Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreto e definido
Como outra coisa qualquer
........................
...Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E sempre que um homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança.
Força, Graça, eu estou sempre contigo.

Helena disse...

Eram essas as flores de que mais gostava - rosas amarelas. E as vermelhas símbolo do PS do seu coração. Mil beijos