Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Breve Instante de Sol


Um momento de luz, de horizontes e de beleza, num fim de tarde invernosa, quando os montes tocam o céu, inundados por um último raio de sol.

Ao longe, um infinito oceano de pedras, debruçado sobre o ribeiro que, em dias de temporal, salta as margens, inunda os campos e lambe tudo quanto encontra pela frente.

Os gritos do pastor a juntar o rebanho, o ladrar dos cães e o chilrear distante da passarada, vão suavisando o pedregoso e agreste cenário.

8 comentários:

José Doutel Coroado disse...

Cara Profª Graça,
Belas imagens e um bonito texto que as valoriza e enquadra.
A nossa terra tem muito que se ver e "viver".
abs

Leandro disse...

só de ver a foto já deixa saudades, mas juntamente com o texto deixa um misto de saudades e nostalgia enorme!

Maria Saudade disse...

Que lindo é o por do sol na minha terra. Que saudades eu tenho destes momentos.
Obrigada, professora Graça por ajudar a combater esta saudade.

Teresa Carneiro disse...

Querida Graça ...ontem minha mae estava navegando pela internet e se deparou com a foto postada em 25 de novembro de 2009 em seu blog. Qual não foi o espanto ao decobrir que se trata da casa onde nasceu e morou meu pai que infelizmente já faleceu. Minha mae enviou-lhe um e-mail e eu tratei de vir correndo ver a casa de meu pai e meus avós.Seremos primas por acaso? Serei sua seguidora e espero sua visita em meu blog para trocarmos impressões...Obrigada bjs Teresa Carneiro

Graça Gomes disse...

Olá Teresa!
Bem-vinda a este espaço que é seu também.
A casa que eu postei, nessa data, é realmente muito bonita e eu tinha conhecimento que pertenceu à família Carneiro.
Relativamente ao parentesco eu falo com vocês por e:mail.
Volte sempre.
Um beijo

Anónimo disse...

Hoje não vou deitar abaixo, prof. Graça. É uma linda paisagem de inverno, e o seu comentário ainda é melhor.
Você é realmente uma pessoa diferente dessa ignorância que a rodeia. Mas as suas companhias também não são essas...

Graça Gomes disse...

Ó anónimo, "por Dios" então o que tu disseste não é deitar abaixo?
Dizes mal da gente da minha terra, que é também a tua, presumo, e achas que te portas bem.
Também estás incluído nessa lista de ignorância que me rodeia?

Armando Sena disse...

Este blogues estão cada vez mais aprimorados...Grande fotografia Graça, merecia ser exposta.