Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sobre um céu todo bonança




Sobre a lâmina azul de um céu todo bonança

passa uma nuvem clara em curvas franjas de onda,

- vaga que adormeceu num mar que não estronda,

nas mudas convulsões de uma tormenta mansa...


Bruma, sonho da terra, ergueu-se; e enquanto avança,

busca a forma fugaz, que se esboça e esbarronda;

aqui se esgarça, ali descai, além, redonda,

bóia ao sol que a redoira e ao vento que a embalança.


Sonhos, bruma secreta, entre anseios e dores,

sobem-nos da alma assim, livres, espaço em fora,

na lenta indecisão dos informes vapores...


Possam os meus pairar na luz por um momento,

ser a nuvem que arrasta o olhar perdido embora

suceda a cada esboço um desmoronamento!




(Autor desconhecido)






Sem comentários: