Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A chuva e a neve aumentaram o caudal de rios e ribeiros





Conta uma lenda que havia um grupo de criaturas que viviam no fundo de um rio de águas claras. Alimentavam-se de algas e plantas. Com medo de, um dia, não terem que comer, começaram , com o tempo, a agarrar-se, com toda a força, às pedras onde ainda havia algum alimento. Agarrar-se era o seu meio de vida, e todas aprendiam a agir assim desde que nasciam. Enquanto isso, o rio passava, sereno, sobre todas elas.
Um dia, no entanto, uma das criaturas decidiu deixar de se agarrar às pedras:
- Não aguento mais isto ... Vou deixar que a corrente me leve e ver o que acontece.
As outras riram-se do companheiro e todas lhe chamaram louco:
- Vais morrer!
Mesmo assim, aquele habitante das águas claras soltou-se e foi imediatamemte lançado contra as pedras, o que a princípio, o deixou um pouco atordoado. Mas não tardou a aprender a desviar-se delas e, solto como estava, foi subindo em direcção à superfície, onde encontrou as mais diversas espécies de plantas e algas, com as quais saciou a fome.
Lá em baixo, as outras olharam na sua direcção e, sem o reconhecer, disseram:
-Vejam! Uma criatura que voa!
E aquele que ousou ser levado pela corrente, disse-lhes:
- O rio leva-nos para a liberdade, quando ousamos soltar-nos.
Porém, por mais que tentasse convencer as criaturas a soltarem-se também, não conseguiu, e elas continuaram agarradas às pedras.
Mas a partir daquele dia, algo havia mudado, e alguns habitantes das águas claras começaram também a sonhar com o dia em que conseguiriam arriscar e deixar a água levá-los para passearem."

(O que podemos aprender com os gansos)













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