Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

domingo, 19 de janeiro de 2014

Alminhas do Rabaçal

 Foto cedida pelo meu amigo Carlos Vieira 


Localizadas, habitualmente, à beira de caminhos rurais e em encruzilhadas, as alminhas, património cultural religioso, são representações populares das almas do Purgatório, que suplicam rezas e esmolas e que frequentemente surgem em pequenas capelinhas, padrões, nichos independentes ou incrustados em muros ou nos cantos de igrejas, painéis de azulejo ou noutras estruturas independentes.
As alminhas são uma criação genuinamente portuguesa. Ao mesmo tempo que revelam o carácter devoto do povo português, são também muito importantes como fonte documental de uma arte popular que não encontra paralelo em nenhuma outra parte do mundo.



Alminhas do Rio Rabaçal :

Estas Alminhas, com mais de cem anos, encontram-se junto ao Rio Rabaçal, no fim do caminho agrícola e vicinal, que liga a margem direita do rio, com o concelho de Mirandela, na divisória cartográfica das freguesias de Santa Valha e Barreiros, mas em propriedades pertencentes ao Gorgoço, dos herdeiros de Aniceto Bouça. Este caminho, de origens romanas, que liga ao concelho de Mirandela, era caminhado por muita gente que passava por Gorgoço e Santa valha, a caminho de Santiago de Compostela.

Consta-se, que este Ninho de Alminhas, foi construído, após a morte, por afogamento, de várias pessoas de freguesias próximas, que atravessavam na barca de um barqueiro para a outra margem do rio (embarcadouro da açude), num dia de invernia, para se dirigirem à feira da Torre de Dª. Chama, lugar de negócio de gado, dos mais afamados da região, e que o dito barqueiro, estaria, na altura, embriagado.

Na margem do lado de lá do rio, havia nesse tempo, um moinho e uma casa de habitação contíguos, pertencentes a gentes da Bouça.

Fonte: http://santavalha.com/escolhapatrimonio1.htm






















1 comentário:

Anónimo disse...

Quanto mais divulgação do nosso património,independentemente de que tipo for para quem nos quiser visitar, melhor.Muito bom Prfª. Graça.Sinceramente gostei.
Amílcar Rôlo