Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Em época de Reis



Estamos, ainda, em plena época de Reis, que começa no dia seis de Janeiro.É tempo de se comer Romãs, pedindo aos Reis Magos saúde, dinheiro, paz e amor. Há quem diga que a tradição manda, no Dia de Reis, colocar três bagos de romã dentro da carteira para ter dinheiro durante o ano todo.
Diz, quem já contou, que cada romã tem exactamente 613 bagos o que não posso confirmar. Este número é igual aos 613 mandamentos ou provérbios judaicos (Mitzvots) que existem na Tora. Por isso os judeus comem romãs no feriado Rosh Hashanah. E os católicos comem romãs no Dia de Reis.
A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se, para os católicos, os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e retirados todos os enfeites natalícios.
Em Portugal o bolo-rei possui grande tradição e era confeccionado com um brinde e uma fava. A pessoa que encontra a fava devia "pagar" o Bolo-Rei no ano seguinte. Por todo o país as pessoas costumam «cantar os reis» ou as «reisadas» de porta em porta. São convidadas a entrar para o interior das casas e oferecidas pequenas refeições com doces, salgados, fumeiro, vinhos... Neste dia eram também muito comuns os Autos dos Reis Magos, peças de teatro popular.

Em alguns países, como Espanha, as crianças deixam sapatos na janela com erva, antes de dormir, para que os camelos dos Reis Magos possam alimentar-se e retomar viagem. Em troca os Reis magos presenteiam as crianças com doces que encontram no lugar da erva logo ao acordar. A tradição também consiste em comer Bolo-Rei.

Os Três Reis Magos

Já os três reis são chegados
À lapinha de Belém
A adorar o Deus Menino
Nos braços da Virgem Mãe.

Os três reis do Oriente
Vieram com grande cuidado
Visitar o Deus Menino
Por uma estrela guiados.

A linda estrela os guiou
Até à sua cabaninha
Onde estava o Deus Menino
Deitadinho na palhinha.

Venho dar as Boas Festas
As Boas Festas d' Alegria
Que vos manda o Rei da Glória
Filho da Virgem Maria.





















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