Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 13 de março de 2014

Francisco: um papa do fim do mundo



Eleito a 13 de Março de 2013, depois da renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco cumpre agora um ano de pontificado. "Francisco: um papa do fim do mundo" é a conferência que assinala o primeiro aniversário desta data. O encontro, organizado pela Renascença, pela Agência Ecclesia e pela Universidade Católica Portuguesa, realizou-se terça-feira, 11 de Março na Biblioteca da UCP.

Quatro personalidades das áreas da psicologia, apoio aos refugiados, economia e música analisaram o mesmo número de frases emblemáticas proferidas pelo papa Francisco no primeiro ano do seu pontificado.
«Ir às periferias», pelo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres (depoimento em vídeo), «Esta economia mata», pelo presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, Alfredo Bruto da Costa, «Peço que se rebelem», pelo cantautor Manuel Fúria, e «Com licença, desculpa, obrigado», pela psicóloga Margarida Neto, constituem as frases e respetivos comentadores.
A sessão começou antes deste painel, às 15h, com a conferência "O pontificado do papa Francisco", proferida por Adriano Moreira, distinguido em 2009 com o Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes. A intervenção, foi seguida do vídeo "Temas de um ano de pontificado", foi comentada e moderada por João Aguiar Campos, presidente do Conselho de Gerência do grupo r/com e diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja.



















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