Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cegonhas - mais uma história de amor




Amor entre cegonhas sobrevive à distância
Duas cegonhas estão separadas milhares de quilómetros, mas a história de amor entre estes animais é mais forte que a distância. A fêmea, que se encontra na Croácia, não pode voar e, este ano, foi novamente visitada pelo seu amante pela décima segunda vez consecutiva.

O macho, batizado por Cliquetis, voou cerca de 13 500 km, de África do Sul até à Croácia, para estar com a sua amada, que não pode voar devido a uma ferida numa das asas.
Há 20 anos o porteiro de uma escola primária, Stjepan Voric, que vive na vila de Brodski Varos, no leste da Croácia, encontrou Petite ferida pelos caçadores e decidiu cuidar dela desde então.
Cliquetis nunca esqueceu o caminho que separa os dois amantes e todas as primaveras o casal reencontra-se. Este ano o macho chegou mais cedo, tendo surpreendido Stjepan Voric. "Ele (Cliquetis) acordou-me. Este ano chegou com antecedência", revela Voric na edição diária online da Vecernji List, citado pela AFP. Nesta história de amor, o pai cuida dos filhos e ensina-os a voar antes de partir para a África do Sul.

por Patrícia Gomes























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