Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

terça-feira, 1 de abril de 2014

Hoje é Dia das Mentiras - Homenagem a Passos Coelho




1 de Abril, Dia das Mentiras. Passos Coelho, mentiroso compulsivo de nível internacional, acha bem que haja um Dia das Mentiras, mas diz que sente a falta de um Dia da Verdade. "É muito difícil. As pessoas não fazem ideia. Mentir, todos os dias, de segunda a sexta é muito desgastante. Não temos fins de semana e chego a acordar duas e três vezes por noite com uma mentira nova que me surge e que eutenho que anotar. O que me vale é que a Laura me ofereceu um gravadorzinho como aqueles que o mãozinhas fanou aos jornalistas e assim já não me escapa nada. Mas isto cansa e não temos apoios. Um bom mentiroso, quando chega aos sessenta anos está praticamente acabado. Já não consegue mentir em condições. Não esperamos que nos façam estátuas, mas gostaríamos que houvesse algum reconhecimento ao que fazemos. Um Dia da Verdade, em que por uma vez, por uma única vez pudéssemos fugir à rotina e dizer a verdade sem que nos levassem a mal, era uma boa ideia."
       Texto de Paulo Amado





















Sem comentários: