Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A varanda e a casa rural transmontana






As montanhas que nos cercam e nos protegem do mundo, ofereceram aos transmontanos a rocha, alvenaria de granito, matéria-prima nobre e farta, utilizada para construir a mais modesta casa rural e, também, os imponentes solares. 
As casas transmontanas eram construídas tão juntas que se perdia a privacidade com o simples abrir das portas. Mas essa proximidade criou, nas nossas gentes, este espírito solidário, de entre ajuda, que nos caracteriza e, portanto, nos distingue.
Na casa rural transmontana, a varanda, e é da varanda que estamos a falar, situada geralmente a sul ou a nascente, era um espaço indispensável e muito utilizado. É este espaço, característico da casa, que está a desaparecer nas novas construções. Parte da vida da família camponesa transmontana passava pela varanda. Nela, na varanda, secava-se a roupa e os cereais, fiava-se o linho e a lã, remendava-se, rezava-se o Terço, apanhava -se sol, amamentavam-se os filhos e até se faziam as bodas. 
Hoje, a varanda, já não tem a função de outros tempos. Serve, ainda, para ver passar Procissões e para expor vasos de sardinheiras, cheirosas e coloridas.
























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