O dia um de Maio, além de ser o dia do Trabalhador é, também, o dia das Maias. As “maias” são as nossas giestas, amarelas que, nesta época do ano, dão um colorido diferente à paisagem. Há diversos rituais, ligados ao culto das Maias, que se cumprem de norte a sul do país, no primeiro dia do florido mês de Maio.
Um deles obriga a que nas fechaduras e fechos de todas as janelas e portas do exterior das habitações sejam colocados ramos de giestas em flor, extensiva aos currais dos animais.
E se, eventualmente, alguma porta ou janela for esquecida diz-se que o diabo tomará conta da casa, e chupará o sangue de todos os moradores.
Esta é uma tradição, que se perde na noite dos tempos, e tem a ver com rituais associados à Primavera e à fertilidade da terra e dos animais, dizem os estudiosos. Há quem reconheça, nesta tradição, reminiscências religiosas, já que referencia a fuga de Nossa Senhora para o Egipto, com o Menino e S. José, e o facto de ter espalhado ou semeado giestas pelo caminho para o encontrar no regresso.
Outra lenda, também diz que por alturas da Páscoa, estando Jesus em Jerusalém, os judeus marcaram com um ramo de giestas a casa onde Ele estava hospedado, para melhor ser identificado, na altura da sua prisão. No dia seguinte, porém, todas as portas e janelas da cidade estavam ornamentadas com as flores das giestas, perdendo-se assim a tal marca.
Estas lendas que passam de geração em geração e vão alimentando o imaginário do nosso povo, são uma riqueza incalculável, e devem ser preservadas, custe o que custar. Todo este património imaterial ajuda a construir a nossa história e, consequentemente, o nosso futuro.



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