Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Que linda procissão!


Lebução, Vila Real, Portugal - Gente que trabalha!-Foto de Albano Nascimento






A coligação Aliança Portugal visitou, esta segunda-feira, Valpaços.

Se, por um lado Tavares se mostra empenhado em que os mais justos interesses da GENTE de VALPASSOS sejam respeitados, por outro lado assiste-se ao desaforo, à pouca vergonha, ao descarado atrevimento de alguns dos maiores cretinos vestidos de políticos virem «passar a mão pelo pêlo» aos de VALPASSOS, como se não fossem eles próprios a diminuir as potencialidades de sustentabilidade da sua condição de vida (já nem falo em melhoramento!).

A desertificação aumenta - Valpaços até é o concelho distrital com maior índice.

Os Serviços públicos mingam!

Em dia de caça (ao voto) falam das «potencialidades», das «altas qualidades» de VALPASSOS. Mal viram costa, arrotam com um ego tão ou mais inchado que a sua pança, fingem ter sido atacados por amnésia, e tomam nota na agenda para usar o mesmo engodo (cantarolar o mesmo discurso) numa próxima campanha eleitoral!

E Tavares e seus epígonos lá continuam a fazer o papel de «bons rapazes» para satisfação dos caprichos e contento politicário de «pelintras de Boliqueime, «fanfarrões de Massamá» e seus derivados!

E até parece que os Pensionistas e Reformados, os Doentes e os Idosos, os Funcionários públicos, os Agricultores e os Desempregados, os Empresários e os Contribuintes de VALPASSOS «vivem à grande e à francesa», com enormes lucros e rendimentos, com Serviços básicos à mão de semear (até mais certinhos do que as colheitas das cerejas, dos figos das castanhas ou das uvas!)!

Até parece que Valpassos é a terra de todos os tachos e de uma só panela (Claro que não! Claro que não!)!


Que linda procissão!


Alguém lhes perguntou que quantificassem o resultado dos seus bons ofícios em favor VALPASSOS, desde o dia em que entraram no Parlamento (nacional e, ou, europeu) ou no Governo?!
Que grande novidade deu o melífero trampolineiro: levou umas garrafas de pomada de touriga franca de Santa Valha, de touriga nacional de Sonim, de tinta roriz de Vassal e de tinta amarela de Vilarandelo, mais umas garrafitas de azeite extra-virgem, com ou sem cheiro a rosmaninho, um saco de castanhas de Carrazedo (sabem lá o que é o «caldo de castanhas»!) para fazer uma «tainada» com os compadres de Bruxelas, e, coisa própria de impostor e oportunista, nem quis saber dos pimentos e da Sêmea de Lebução, do salpicão de S. João de Corveira, da linguiça de Fornos do Pinhal, dos figos de Rio Torto, das cerejas de Veiga de Lila, do folar de Argeriz, do bolo podre (bem, aqui têm eles razão: para podre já bastam eles!)de Santa Maria de Émeres, coisas boas que, afinal se podem petiscar em todas as outras Freguesias, desde Bouçoães, Friões, Tazem e Vales e outras.

O melífero anti-linic viu esta foto e proclamou:

"Valpassos é um exemplo para o para o país”!

Claro que disse isto depois de ter entornado uma canada de tinta roriz, duas de tinto-macho, três de touriga franca, quatro de tinta amarela, e cinco de touriga nacional, e uma caneca de quartilho e meio de Geropiga lá na Adega!

Já a torcerem linhas, dizem o Nuno e o Paulo, ao Tavares e ao Almeida:

-“Que persistência, da Touriga nacional! Que aroma da tinta roriz! Que cor a da tinta amarela!

“Que corpo o da “Rapariga”! – solta o Ribeiro
A Manela Ternuras dá-lhe um encontrão, e refila-lhe:

- “’stás c’os copos?! É GE –RO – PI – GA, seu palerma!

Mostraram-lhes a fotografia do Albano - Lebução-Gente que trabalha.

Fazendo dos de VALPASSOS todos burros, o João de Joane olhou para o macho e lembrou-se de que estava ali para lhes passar a mão pelo pêlo. Hipócrita dos cinco costados, acha que Valpassos vale só pela castanha, pelo vinho e pelo azeite. Claro que, «azeiteiros» como ele e os da Aliança são, tinham de entornar umas almotolias na vaidade d’Os de VALPASSOS, não fosse a fada-madrinha do «Inconseguimento» dar-lhes um ralhete!

Clarinho que tinham de dar graxa aos sapatinhos, polir as carteirinhas, e tirar a casquinha de caspa do ombro da serigaita do «inconseguimento»!

Entende-se bem porque o Rabaçal e o Tuela ficaram tão badalhocos, assim num repente!

O céu cobriu-se de nuvens.

Tão negras que nem um sol de fins de Primavera conseguiu dar-lhe tons de laranja!

Até a Srª dos Aflitos fugiu!

E o tempo arrefeceu!



M., 21 de Maio de 2014
Luís Henrique Fernandes
























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