Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ribeira da Fraga _ onde o homem se une intimamente à natureza, à terra, à tradição



Acolhedora e repousante, a Ribeira da Fraga é uma pequena povoação que seespraia pelas margens da Ribeira de Valizelos e do rio Tinhela. No que concerne à origem da designação desta aldeia, ela parece estar ligada à ribeira que ali corre e às surpreendentes e soberbas fragas que são verdadeiros
monumentos de arte e motivo de espanto para os que ali se deslocam. Longe dos esquemas rígidos da cultura actual, das especulações mais ou menos estéreis e abstractas sobre o que é a civilização, encontramos o povo da Ribeira da Fraga em estreita união com a natureza, vivendo da agricultura de subsistência e da pecuária, especialmente da criação de gado caprino, o leite e os queijos que vendem, sobretudo, nos mercados de Carrazedo de Montenegro. O que lhe dá originalidade, o que a torna graciosa, simples, musical, são as atractivas e relevantes panorâmicas que regalam a vista e enchem a alma de sonhos, as azenhas, accionadas pela força hidráulica, que se têm dedicado, desde séculos à moagem de cereais, as quedas de água, a heterogeneidade das árvores, o verde dos campos, a pesca do barbo e da truta no rio Tinhela e no de Valizelos. Os moinhos, talvez aqui introduzidos pelos Romanos que os trouxeram, ao que parece, do Oriente, depois das suas conquistas, estão agora a ficar parados e a deteriorar-se, vencidos numa luta gigantesca, pela concorrência desigual das moagens mecânicas industriais que os ultrapassaram. A povoação da Ribeira da Fraga teve na sua área uns 13 moinhos na Ribeira de Valizelos e no rio Tinhela em laboração contínua.
Aqui, onde o homem se une intimamente à natureza, à terra, à tradição, afastado que está do tumulto e do bulício, existe a comunhão necessária do natural com o espiritual.


Será uma povoação antiga?
Deve ser tão antiga como as outras anexas da freguesia, pois o seu nome já figura nos assentos nos primeiros livros do arquivo paroquial da segunda metade do século XVI.
Além disso, nós podemos provar isto também com o livro das Visitações do mesmo tempo. Efectivamente na Visitação feita a esta freguesia aos três do mês de Abril de 1580 D. Frei Bartolomeu dos Mártires deixou na acta o item seguinte: “Mandamos aos moradores das aldeias de Silva, Ribeira e de Carrazedo que cumpram com o consertar das ermidas epintá-las no termo da visitação passada sob as penas dela”.
A visita passada foi feita no dia 22 de Setembro de 1576 onde o Arcebispo mandava fazer as ditas obras, sob pena de quatrocentos reis. (…)
Como se pode concluir, a ermida ou capela já existia havia muito tempo, pois precisava de conserto. Talvez no século XIV? Por ser pequena a capela, raras vezes aí enterraram os seus mortos. Estes, alguns eram enterrados na igreja matriz, os outros eram enterrados na ermida ou Capela do Cubo.
A padroeira da Capela é Santa Marta de Betânia, irmã de Maria e de Lázaro que tantas vezes recebeu em sua casa o próprio Jesus Cristo que ressuscitou Lázaro.
Aqui, na Ribeira da Fraga, o verde, a água, o negro dos penedos aparecem inseridos numa natureza acolhedora que motiva o louvor da terra.
Fonte: http://noticiasdevalpacos.blogspot.pt/




































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