Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Em poucos minutos faz cair na terra



Em Outubro do ano passado, consegui este registo em Tinhela. Hoje, seria impossível captar esta linda cortina de árvores, que davam à paisagem a cor da estação. Foram abatidas. Sem palavras que consigam traduzir a minha indignação, deixo este poema para reflexão.


Rompe o solo a semente pequenina e brota,
Á luz do sol se mostra e verdejante cresce;
Surgem brotos cobrindo os galhos. Tudo em volta
Transforma-se em botões...E a árvore floresce.

Passa o tempo e o tronco frágil se agiganta,
A copa agora enorme em frutos mil se espalha...
A passarada ali, saciando a fome canta,
E à noite, na folhagem espessa, se agasalha.

Mas chega o homem enfim, o ser inteligente,
E sem pensar sequer nos desastrosos danos,
Que vai causar, por certo, em todo o ambiente:

Liga insensivelmente a sua moto serra,
E o que Deus fez crescer por muitos...Muitos anos,
Ele em poucos minutos faz cair na terra.

Autor: Samuel Freitas de Oliveira















































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