Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

domingo, 10 de janeiro de 2016

Eu também ouvi, na televisão, o diálogo entre Judite de Sousa e o General Ramalho Eanes



Ouvi hoje, na televisão, uma parte do diálogo entre Judite de Sousa - que me pareceu cansada - e o General Ramalho Eanes que, ao contrário, me pareceu em boa forma. O tema em análise respeitava às eleições presidenciais e ao país.
É publico que nutro uma grande estima pelo casal que já esteve em Belém. Mas não foi isso que me fez ficar a ouvir o antigo Presidente. A razão esteve em algo que de há muito defendo e que sempre me emociona. Refiro-me à capacidade que o ser humano tem de, ao longo da sua vida, se refazer.
O General que ali estava a falar sobre a crispação da actual sociedade portuguesa e da urgência de a fazer desaparecer, era um homem bem diferente daquele que foi, no seu tempo, a primeira figura da Nação.
Quem ali estava era alguém que acompanhara a evolução da sociedade portuguesa, que a olhava com os olhos da experiência mas também com uma surpreendente capacidade de entender aquilo que muitos recusam ver. É que, quer gostemos quer não, Portugal mudou e a única forma de acompanhar essa mudança é, em primeiro lugar, tentar compreende-la e depois perceber porque é que ela aconteceu. Ramalho Eanes mostrou que isso é possível.
Não é um problema de gostar ou não do regime que temos. Eu até nem gosto. Mas isso não me faz viver em fractura constante, em litígio permanente, em confronto habitual. Gosto muito do meu país e isso faz com que sinta a obrigação de tentar perceber a sua evolução. Tenho convicções, mas não recuso as convicções dos outros.
Penso, como disse o General, que é tempo de reconciliar os portugueses. E se isso não for possível no imediato, que, ao menos, saibamos não estar em permanente agressão. O país precisa de paz e os 
portugueses precisam de ver se escolheram, ou não, o melhor caminho 
Fonte: HSC http://hsacaduracabral.blogspot.pt/

















































Sem comentários: