Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Lebução tem preservado um legado cultural de saberes e sabores, transmitido de pais para filhos



É do conhecimento geral que a história das localidades se constrói com as suas gentes, as suas vivências, onde destacamos os usos, costumes e tradições – conjunto de conhecimentos populares, que identificam determinada comunidade. Resultam de tradições herdadas dos antepassados, perpetuadas no tempo, e transmitidas de geração em geração numa corrente sem fim.
 
Lebução tem preservado, ao longo dos séculos, um legado cultural de saberes e sabores, transmitido de pais para filhos,
Na minha terra, o porco, sempre teve um peso muito importante na economia das populações locais. A maioria das famílias de Lebução criava o seu porco, para ter sustento durante o ano.
Os porcos eram abatidos no chamado “dia da matança”, dia de festa, que reunia toda a família e principais amigos. 
Logo nesse dia se iniciava o consumo do mesmo, e se dava inicio á preparação de algumas carnes, do sangue e das tripas, para o fabrico dos enchidos que depois haviam de dar para o resto do ano. Enquanto os homens da casa eram responsáveis pela desmancha do porco e salga das carnes, as mulheres, as mais velhas, com mais saber, preparavam a carne e condimentos para, manualmente, confeccionarem os chouriços, salpicões, sangueiras, alheiras, linguíças … e vão transmitindo os seus seus segredos às novas gerações da família.

Hoje em dia, com poucas certezas acerca da sobrevivência de certas comunidades rurais, vamos valorizar e preservar o que é nosso, o que nos identifica como povo, o que é genuíno, em suma, vamos valorizar a nossa cultura popular









































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