Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O amor maternal é muito simples de entender _ Parabéns, Luís!



O amor maternal é muito simples de entender. É como uma pauta musical onde se vão escrevendo os símbolos e, todos juntos, compõem uma melodia harmoniosa. Cada amor é especial, cada mãe é única e cada filho é uma peça que não se voltará a repetir.
Começa-se, envergonhadamente, a delinear a composição que se quer. Escolhe-se a clave, que é o mesmo que dizer o progenitor, e vamos ensaiando as escalas. As notas vão sendo inscritas, uma a uma, para serem equilibradas, com uma sonoridade que nos faz voar para mundos que imaginamos.
Nem sempre se consegue à primeira e não podemos desistir. Se aquela nota não soa bem, repete-se a escrita, altera-se a nota e leva-se até ao fim, de modo a perceber como soou. Quando pensamos que se adequa ao pretendido, tentamos a oitava e elevamos a sinfonia a dois ao expoente máximo para se transformar num coro. Deixamos de ser só os progenitores e passamos a um fruto dessa composição artística que se pretende heroica.
Então começa a relação mais significativa, aquele laço que nunca mais se poderá perder, que se vai intensificando, ficando mais forte e quase impossível de desatar. Há uma ligação que só a mãe e o filho conseguem entender. Não vale a pena tentar explicar, porque se torna redundante mostrar que o amor vai crescendo dia a dia. O pai nunca irá entender que comunicação é esta mas a mãe sente-a, vive-a e quer partilhá-la com ele.
Todos os dias há uma nova lição a ser ensinada, uma conversa que é tida, um ensinamento que é passado. São feitos os planos para um futuro próximo, uma viagem num tempo perto que se quer realista. Queremos ser super heroínas prontas e dispostas a amparar sempre aquele ser pequenino que vai crescendo dentro de nós. Está coberto pelos nossos super poderes, a protecção e o amor infinito.
Sentimos que é nosso, somente nosso e não o queremos partilhar. São sentimentos tão íntimos e tão díspares que se tornam difíceis de compreender. São as hormonas que nos descontrolam e comandam. Só queremos que tudo corra bem e que a nossa capa protectora continue a funcionar.

O primeiro andamento está escrito, em moderato, calmaria que nos perturba e inquieta todos os dias. Somos imperfeitas, sabemos isso, e queremos melhorar tudo que pudermos para criar um mundo que saiba receber o nosso prolongamento, o fruto de muito amor.

Chegam as incertezas e a melodia aumenta, atingindo um ritmo mais acelerado, já em tom crescento que pode terminar numa tempestade emocional, numa panóplia de indecisões e contradições. Somos assim, seres humanos que se tornam reféns de situações que desejámos mas que não controlamos.

Rapidamente chegamos ao final do andamento, e a sinfonia, o concerto, está prestes a terminar. Chegou o momento que ansiámos, a conclusão da perfeição que trabalhámos, o clímax desta história que se perpetuará.

Nasces. Olho para ti. Sorrio. Toco-te. Tocas-me tanto! E, de repente, desaparecem todos os medos, as incertezas, os receios e o negativismo. Estás ali. És o meu bebé! Nada mais importa. Amor da minha vida. Como não te amar?
Ouvem-se violinos e tocam-se timbales.
Por MARGARIDA VALE
















































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