Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Physalis no meu quintal _ colheita tardia



As plantas do género Physalis são herbáceas ou arbustivas e conhecidas no mundo todo por seus frutos saborosos e de aspecto singular. Elas são originária da Amazônia e dos Andes e pertencem à família Solanaceae, a mesma dos tomates, beringelas, batatas e pimentões. 

Seu caule é erecto e ramificado, podendo alcançar de 0,75 até 2 metros de altura com tutoramento. As folhas são simples, ovadas, opostas, pecioladas, glabras ou pubescentes e com margens onduladas. As flores são solitárias, hermafroditas, apresentam corola tubular curta e sua cor varia com a espécie podendo ser amarela, amarela com o centro marrom, branca ou arroxeada. O fruto é esférico, sendo muito semelhante a um pequeno tomate e sua cor pode ser verde, amarela, laranja ou vermelha. O que o diferencia é o cálice desenvolvido, que envolve todo o fruto, de cor verde à princípio e que gradativamente seca adquirindo uma cor dourada, concomitantemente com maturação do fruto.

Os fruto dos Physalis são bonitos, ricos em vitaminas C, A e minerais e têm sabor ácido e doce, sendo amplamente utilizados in natura, simplesmente banhados em chocolate ou envolvidos com creme chantilly. Eles ainda ficam deliciosos em compotas, doces, geleias, sorvetes, licores, saladas, molhos, cozidos, assados e como frutas secas. Algumas espécies também podem ser especialmente ornamentais, como ocorre por exemplo com a lanterna-chinesa (P. alkekengi). De pequeno porte e com frutos de cálices vermelhos, ela é apropriada para a formação de maciços e bordaduras, ou mesmo plantada em vasos e jardineiras.

Devem ser cultivadas sob sol pleno, meia sombra ou em ambiente protegido (casas de vegetação), em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Os cultivos comerciais de Physalis são assemelhados com os de tomates, em preparo do solo, fertilização, tutoramento, colheita e demais cuidados. A maioria das espécies é oriunda de regiões equatoriais, tropicais e subtropicais, sendo que algumas variedades toleram bem o frio ou mesmo geadas leves. Multiplicam-se facilmente por sementes.
Fonte: Internet

















































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