Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 7 de julho de 2016

É a nossa pátria de chuteiras calçadas



Desculpem o sentimentalismo mas não consigo deixar de olhar para a nossa equipa e ver ali tanto daquilo que somos e que representamos. Com todos os nossos defeitos e fraquezas. Mas também com as nossas forças. O que nos torna em nós próprios. Esta mistura que somos. Este destino comum que todos construímos. Sei que são só 11 rapazes a jogar à bola mas para mim é muito mais do que isso. Ver o enorme Rui Patrício, o guardião da baliza do clube do meu coração, filho de pessoas humildes e trabalhadoras de Leiria. Um português do Norte filho de brasileiros como o Bruno Alves. Rapazes nascidos em França e na Alemanha filhos dos nossos emigrantes como o Raphael Guerreiro, o Cédric e o Adrien. Rapazes de Cabo Verde e da Guiné-Bissau como o Nani e o Danilo. Ou um puto da Musgueira como o Renato Sanches. Ou um lelo de Chelas como o Quaresma. Ou um rapaz pobre e humilde da Madeira como o Cristiano Ronaldo. Brancos, pretos, ciganos, mestiços. Sim. É a nossa pátria de chuteiras calçadas. É o esplendor de Portugal!
Dr.º Carlos Reis
















































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