Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Fins de Julho, princípios de Agosto, tem início, oficialmente, a época das festas na minha zona




Fins de Julho, princípios de Agosto, tem início, oficialmente, a época das festas na minha zona. E quem dá o mote é a festa de Santa Marinha, nos Ferreiros, ainda Julho não tem acabado. Na capela, situada num lugar alto e aprazível, e na área envolvente, ocorrem os festejos, religiosos e profanos. cada qual no seu espaço e tempo.
Depois, e durante o mês de Agosto, outras, muitas outras, estalam por todo o lado _Sonim, Barreiros, Moreiras, Fiães, Vilartão, Bouçoais, Nozelos, Bouças, Tortomil, Lampaça.
Entre o cordeiro assado em forno de lenha, os foguetes que estoiram e a banda que atravessa a terra entoando a marcha habitual, há um povo que se diverte e homenageia o seu Padroeiro, que ri no largo, quando tira o pé do chão, e chora, emocionado quando vê passar a Procissão.
E esta dupla função, religiosa e social, está patente em todas as festas e romarias que se realizam no Verão, na minha terra e nas aldeias limítrofes.
É neste dia, que os filhos da terra, dispersos pelos quatro cantos do mundo, se juntam, para fortalecer as raízes e os laços de amizade e, ao mesmo tempo, alimentar a fé.














































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