Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Dióspiro_um fruto de Outono



O dióspiro (Diospyros kaki), é um fruto proveniente da Ásia, mais precisamente da China, de onde foi levado para a Índia e para o Japão, onde é cultivado desde o século XVII. Ao longo dos tempos, difundiu-se pelos cinco continentes. Actualmente, os principais países produtores são: China, Japão, Coreia, Brasil, Índia, Itália e Espanha. Em Portugal, destaca-se a zona do Algarve como zona de produção. Contudo, grande parte dos dióspiros é proveniente de árvores dispersas, espalhadas por todo o país. O calendário de produção nacional reporta aos meses de Outubro e Novembro, entrando ainda no mês de Dezembro. Ou seja, estamos em plena época do dióspiro. Esta estação traz-nos cheiros, cores e sabores muito próprios da época e o dióspiro é um dos frutos preferidos no Outono.

Ainda do ponto de vista nutricional, é de salientar também a sua riqueza em vitamina A, e minerais como o potássio. Têm-se descrito grandes quantidades de actividades associadas aos carotenoides (responsáveis pela coloração do fruto), principalmente como agentes antioxidantes com eventual potencial na protecção das células.

O dióspiro oferece 65kcal por 100g de parte edível, sendo que a sua composição é essencialmente água (82,6g), hidratos de carbono (14,8g), vitaminas e minerais. Contém 177 µg de carotenoides correspondendo a 22% da dose diária recomendada (DDR) de vitamina A, tornando o dióspiro uma boa fonte. Apresenta, também, uma quantidade interessante de potássio (230mg), correspondendo a 11,5% da DDR.
Devido ao teor de hidratos de carbono, o consumo do dióspiro deve ser, sempre que possível, integrado em refeições.















































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