Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

terça-feira, 23 de abril de 2019

Dia Mundial do Livro



Dia Mundial do Livro
Hoje celebra-se o “ Dia mundial do Livro”. A data tem como objectivo reconhecer a importância e a utilidade dos livros, assim como incentivar hábitos de leitura.
E isto, talvez, porque constatamos que o ser humano vai perdendo, aos poucos, esta capacidade _ a arte de saborear um Livro. 
Numa sociedade que empobrece por falta de valores e de cultura, ler também é uma arma. Cada vez mais.
Hoje, o meu livro de eleição é " o gato que plantava afetos_seguido de Rapazes e Bichos." de António Mosca, um amigo e quase conterrâneo.
"Simplesmente maravilhosos estes contos que envolvem animais com as suas manhas, a sua lealdade, a sua ternura, em situações pouco prováveis! Que beleza! Ao lê-los senti-me também no Largo da aldeia, despenteada e ofegante da corrida, depois do burro tocar à alvorada. E senti frio, como nessa época, frio de cortar! Pude observar a ternura o desvelo, com que era tratado esse ninho de Bubela, que até nem cheirava mal, porque no pátio da casa estava protegida de todos os ataques. Revivi a história de vida da Mouca, e imagino aquela roseira brava, a perpetuar uma dedicação desmedida. E a beleza que encerra num lindo dia de Primavera, em que a Natureza extravasa de irrequietude e felicidade! Absorvi o odor da terra, vezes sem conta, e reportei-me aos ninhos, e ao deslumbramento que nós, raparigas, sentíamos quando deparávamos com algum. Podia não ser de Pito Verdeal, era um ninho, simplesmente. Podia continuar a falar da raposa do lobo e como este foi enganado. Mas não. Deixo isso para os leitores".
Sobre a apresentação da Obra, escrevi: 
O Autor, Dr.º António Mosca, visivelmente emocionado, falou de "O Gato Que Plantava Afetos seguido de Rapazes e Bichos" histórias que tiveram como palco a sua terra natal_Monte de Arcas. É aí, nesse cenário da aldeia, que se cruzam o Rimplício, a Rabuja, a Fedúncia e tantos outros. 
No fundo é um livro carregado de emoções, de amor aos animais, mesmo aos que o povo cercou de uma carga negativa (o gato preto, a coruja e a doninha), e de amor à natureza.
Realça, a cada passo, o valor da amizade, mesmo das mais improváveis. E mais não digo... Leiam o livro, porque vale mesmo a pena.
Parabéns, Dr.º António Mosca!
E mais não digo, agora.Só quero sublinhar e faço-o quantas vezes forem necessárias que os habitantes de Monte de Arcas têm para com o Autor, António Mosca, uma dívida de gratidão, que perdurará pelos tempos.










































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