Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Andei pelo Campo da Fonte



Todos os anos, no mês de Março, desloco-me a Chaves, mais propriamente ao Campo da Fonte, para pagar o regadio ( utilização da água do canal de irrigação). Acontece como dizia o Raul Solnado_quer queiras quer não queiras hás-de ser bombeiro voluntário.
Com o regadio e, comigo mais concretamente, acontece o mesmo_quer regue ou não, pago sempre.
Este ano o pagamento foi só em Abril, hoje para ser mais precisa, mas isso são contas de outro rosário.
Andei pelo Campo da Fonte, lugar de que eu gosto particularmente, e detive-me junto da capelinha do Senhor do Bom Caminho, um monumento religioso imponente na sua singeleza. E, mais uma vez não gostei do que vi. O estado de abandono é tal que nos deixa sem palavras. O pequeno adro que a envolve está cheio de ervas que vão crescendo sem que ninguém as detenha. As aves entram e saem, vezes sem conta, o que me levou a concluir que deve haver ninhos no interior da capela. 
Mais uma vez o meu apelo a quem detém o poder no município flaviense. Não descurem o nosso Património porque, além do mais, estão a destruir páginas da nossa História.















































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