Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mais Património Arqueológico



Na realidade, a nossa última sexta-feira foi apaixonante.

Contactar em primeira mão com a extensa e excelente obra do Dr. Adérito Freitas é fascinante mas conhecê-la "in loco", tendo-o como cicerone, é algo de inesquecível.

Confesso que me comovi algumas vezes... Valpaços tem sido para mim, lisboeta, uma surpresa atrás de outra. O património existente e a sua qualidade é qualquer coisa de inimaginável.

Houve quem o descobrisse, agora há que o preservar.

Valpaços pode fazer a diferença na área do tratamento do património cultural em Portugal.

Não conheço outro concelho com o potencial do vosso. Tão virgem e, talvez por isso, tão apelativo e interpelativo.

Como salienta o Dr. Adérito Freitas, ainda só se viu a ponta do icebergue mas, mesmo esta ponta, tem que ser tratada senão desaparece. Nesse sentido, deixo algumas sugestões que considero indispensáveis para a preservação desse património e que têm o acordo dos meus amigos Manuel Martinez e María del Rocío Acha Barral, os museólogos do país vizinho que nos acompanharam:

1ª - Fazer-se uma Associação, como por exemplo, Associação para Preservação do Património do Concelho de Valpaços;

2ª - Esta Associação serviria como consultora cultural para o tratamento, preservação e divulgação da totalidade do património;

3ª - Tendo como base a obra do Dr. Adérito Freitas, fazer-se uma classificação de todo o material levantado e identificado como "Património de interesse cultural" (ou qualquer outra classificação), de forma a impedir a sua destruição;

4ª - Pensar-se num modelo de museu em que todo o património valpacense (e não só o vinho, opção muito redutora) aparecesse devidamente tratado por temáticas e, a partir destas, criarem-se centros interpretativos e roteiros (deixei alguns folhetos com o Dr. Paulo Castro que podem servir de exemplo). Mais não me ocorre, para já. Muito há a fazer. Como diria o nosso amigo Manuel Martinez "hay que trabajar, trabajar, trabajar!" e nisso os transmontanos dão "cartas"... Um grande abraço para si e para todos os valpacenses. Foi uma honra poder estar convosco! Até breve! LR
21 Outubro, 2010 09:52

A Drª Luisa Romão deixou este comentário, acerca do Património arqueológico do Concelho, no blogue "Lebução de Valpaços", e, naturalmente, fez a sua apreciação, a sua sábia apreciação.. "O património existente e a sua qualidade é qualquer coisa de inimaginável. Houve quem o descobrisse, agora há que o preservar. Valpaços pode fazer a diferença na área do tratamento do património cultural em Portugal."


E continua:


Não conheço outro concelho com o potencial do vosso. Tão virgem e, talvez por isso, tão apelativo e interpelativo. Como diria o nosso amigo Manuel Martinez "hay que trabajar, trabajar, trabajar!" e nisso os transmontanos dão "cartas"...


Está tudo dito. Agora hay que trabajar e nós, como transmontanos que somos vamos lançar mãos à obra.


Bem-haja, Drª Luisa Romão, pelo apoio, pelo carinho, pela confiança, enfim, por acreditar em nós.