Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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sábado, 7 de outubro de 2017

Ao longe, ao luar



Ao longe, ao luar

Ao longe, ao luar, 

No rio uma vela, 

Serena a passar, 

Que é que me revela ? 

Não sei, mas meu ser 

Tornou-se-me estranho, 

E eu sonho sem ver 

Os sonhos que tenho. 


Que angústia me enlaça ? 

Que amor não se explica ? 

É a vela que passa 

Na noite que fica.

Fernando Pessoa















































domingo, 9 de julho de 2017

O céu flutua na noite de lua cheia





A noite é nua na noite de lua cheia
O céu flutua na noite de lua cheia
O amor actua na noite de lua cheia
Ocupa a rua na noite de lua cheia

Calma, queda a alma
Clara a emoção
Branca e branda a chama
Tão morna a paixão

Longe leva a vista
Leve leva o ar
Luva veste a terra
Leite lava o mar

Love, love quase se vê
Move, move em mim, em você
Chove, chove prata sobre nós
Ouve, ouve, deve ser a lua, sua voz

É quando quero, quando espero um grande amigo
É quando vivo por um bom motivo - a lua
É quando sinto que não minto quando digo:
Não há perigo, tenho um grande abrigo - a rua

Gilberto Gil















































segunda-feira, 20 de junho de 2016

É hoje o dia mais longo do ano

                                                      Foto retirada da Internet




É hoje o dia mais longo do ano. Todos os anos, por volta do final de Junho, entre o dia 20 e o dia 22, o hemisfério norte vive um dia com quase 17 horas de luz. É hoje. A partir de agora, os dias vão diminuir até ao dia 21 de Dezembro, o dia mais curto do ano. Mas, como lembra o Independent, este ano é especial. É que este solstício de verão coincide com a strawberry moon (“lua de morango”). Igual, só daqui a 70 anos.
Bom, a “lua de morango” não é uma lua feita de morango. Strawberry moon é a alcunha dada à lua cheia de Junho por algumas tribos da América do Norte. É uma lua cheia igual a todas as outras luas cheias, mas marca o início da época em que a fruta está pronta para ser apanhada.

Este ano, os dois eventos coincidem. No mesmo dia, poderá ver o nascer e o pôr-do-sol do dia mais comprido do ano e ainda olhar para a lua cheia à noite. Esta coincidência acontece apenas a cada 70 anos.