Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O carvalho-português ou carvalho-cerquinho é uma árvore comum em Portugal



O carvalho-português, carvalho-cerquinho ou cerquinho (Quercus faginea) é uma árvore comum em Portugal.
O carvalho-português tem folhas marcescentes. Assim como os demais carvalhos, produz a bolota como fruto, que é usada como alimento por vários animais, como o javali, os esquilos, que muitas vezes as enterram e se esquecem, acabando por ser plantadores naturais da espécie, responsáveis em grande parte pela sua disseminação, onde se destaca o gaio, os humanos usavam-na na alimentação e ainda se faz pão, licores entre outras receitas.
Em termos de utilização, a madeira do carvalho foi outrora, durante os séculos XV e XVI, muito utilizada para a construção naval (umas das razões para o seu declínio) e carpintaria, vltadas para a construção de caravelas, naus e galés, ou de carros de bois.
Esta é uma das histórias que ouvi, muitas vezes. "O carvalho mais grosso e com o tronco mais comprido, foi derrubado para fazer as naus dos Descobrimentos. Por cada nau, abatia-se dois a quatro mil carvalhos, o pinheiro-manso era só utilizado para o mastro", Durante essa época foram cortados mais de cinco milhões de exemplares. 

Hoje é utilizada na construção de pipas e barris, visto que liberta muitas substâncias como os taninos e corantes naturais, o que, para além de dar uma melhor cor e aroma ao vinho, faz diminuir a graduação alcoólica. É ainda utilizada na construção de vigas para construção, pela sua resistência à imersão, e pavimentos (parqueteria), sendo igualmente adequada para lenha e carvão.

Fonte: Wikipédia





















































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