Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

As Terras de Lomba são uma região do actual concelho de Vinhais


As Terras de Lomba são uma região do actual concelho de Vinhais, Distrito de Bragança, Portugal.
A sua origem e identidade próprias derivam de seu isolamento e prosperidade em tempos longínquos. É uma terra mesopotâmica, isto porque corresponde a um planalto ou lomba confinado entre os rios Mente e Rabaçal que correm paralelamente até se reunirem no extremo meridional.

Abrange 14 aldeias, todas elas devem parte do seu nome à terra a que pertencem, seguindo a seguinte construção"...de Lomba": Cisterna, Vilarinho, Quirás, Edroso, Passos, Vilar Sêco, Gestosa, Frades, Edral, Ferreiros, Sandim, Brito, Vilar, São Jumil; e 2 quintas, a quinta de Tresmonte e a quinta de Amanso.
É uma região habitada deste tempos remotos, com ricos vestígios da cultura castreja. Foi concelho por vários séculos, tendo-lhe sido concedido foral por D. Dinis em 1311 e 1324, inicialmente teve como sede S. João de Lomba (que já não existe actualmente) e posteriormente Vilar Sêco de Lomba. Chegaram a integrar esse concelho as freguesias de Pinheiro Novo e Segirei que estão fora dos seus limites físicos, mas que gozavam de grande isolamento em relação a outras localidades que não as de Lomba.O concelho de Lomba foi extinto em 1836.
Em 1801 tinha 2 348 habitantes. Actualmente esta região não deve ser habitada por mais de 1000 pessoas.

Os registos de hoje são da Quinta do Amanso, do antigo povoado e das propriedades que se instalaram à volta, tendo como fundo o Rabaçal, em cujas águas se reflectem. São estas águas que tornam a Quinta do Amanso mais verde, mais produtiva, mais atraente.




































terça-feira, 3 de setembro de 2019

Não há fome que não dê em fartura


Não há fome que não dê em fartura, diz o povo na sua enorme sabedoria.
Na mesma linha de pensamento, também afirma, que, depois de Maio vem S. João.
Pois, é o que eu digo. Ontem dia de festa, em casa dos meus Primos, claro. Hoje, em minha casa, é Segunda Feira Magra_ com uma excelente sopa de feijão verde e courgete, vindos de Roriz. Os outros ingredientes, muitos, foram cultivados no meu quintal.
Eu gosto muito de sopa, mas tem muita mão de obra!
Por vezes, opto pela sopa da vizinha.




































segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Hoje, o almoço a merenda e a ceia, foram em Faiões


Hoje, o almoço a merenda e a ceia, foram em Faiões, terra do meu coração e das minhas raízes familiares.
Passei um dia em cheio_boa comida e boa companhia. A boa disposição do Zé e as anedotas que vai contando, fazem-me, sempre, soltar sonoras gargalhadas.
Eu já conheço muitas, mas hoje ouvi uma novinha, para mim:
Dois GNR chegaram a Faiões, em serviço, e um mais atrevidote, resolveu entrar com uma moradora, de resposta pronta.
Bom dia, diz o GNR, diga-me uma coisa, nós estamos em Faiões, certo? Sim, senhor Guarda estão em Faiões, respondeu a senhora. É aquela terra que tem trinta moradores e quarenta ladrões, continuou o Agente.
Sim é essa mesma, ripostou a moradora. Mas olhe sr. Guarda isso era dantes. Agora, esses, estão todos na GNR.
E lá foram os agentes de autoridade de rabinho entre as pernas.




































domingo, 1 de setembro de 2019

Hoje vou a Faiões




Hoje, vou almoçar a casa dos meus primos. Antes disso tenho de postar os seus cães de caça. Uns animais excelentes para acompanhar e ajudar o dono, nesses veraneios por montes e vales.
Mas, os modelos são tão irrequietos, que é muito difícil apanhar uma pose agradável. Mesmo assim, dá para ver a excelência destes cães!
Se não fizesse esta postagem, hoje não tinha almoço.





































sábado, 31 de agosto de 2019

Festa em honra de Nossa Senhora da Saúde_solene Procissão de Dia




FESTA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA SAÚDE - VALPAÇOS 2019
Grandiosa procissão e missa em honra de Nossa Senhora da Saúde. Partilhar a vida e a fé com a minha comunidade. 




































segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Festa dos emigrantes_a escolha do largo e o derrube das árvores



A festa de Agosto, festa dos emigrantes, já acabou há muito, mas as árvores selvaticamente derrubadas, ou quase, vão ficar, durante muito tempo, a atestar este atentado, esta incúria, este golpe desferido contra o ambiente. Eu explico_para passar um conjunto de grandes dimensões, que fez a sua exibição no Largo da Feira, junto do Lar Dr.ª Perpétua Fins Tavares e do cemitério desta terra, foi necessário interferir, desastrosamente, contra umas árvores que embelezavam o espaço e davam sombra no Verão. Não fosse a intervenção rápida e oportuna de um vizinho, indignado, elas seriam abatidas.
No meu entender, e no de muita gente que ouvi, nem todas as festas do Concelho justificavam o derrube de uma só árvore.
Isto, é tanto mais grave, porque na minha terra existem três largos, melhores que o referenciado, onde se poderia fazer a festa poupando as árvores e dando sossego aos utentes do Lar.
Já nem falo do cemitério, onde tantas lágrimas têm sido vertidas, agora voltado para a música para a sueca para os copos para as discussões e mais, e mais. Mas isto é tudo uma questão de sensibilidade, de respeito. Ou se tem, ou não há nada a fazer.
E se falamos de sensibilidade ambiental oiçam o que aconteceu em S. Lourenço, muito perto daqui, há mais de cem anos. Muito mais. Foi delimitado um terreno para construção de uma casa. Nesse espaço existia uma pereira. O projecto foi feito de modo a poupar a pereira, que ainda hoje espreita por um buraco da parede, e brinda os moradores com deliciosas pêras. E com tudo o mais que as árvores, generosamente, nos fornecem.