Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


A Associação recreativa Cultural e de Melhoramentos de Lebução, tem a sua sede numa área denominada por Largo da Feira, em frente à Secção de Lebução dos Bombeiros Voluntários de Valpaços.
Foi criada em 1979 por publicação em Diário da República, de 11 de Setembro desse ano.
Vou transcrever parte de um artigo que publiquei, em alguns jornais regionais e na revista UNIARTA, por ocasião das comemorações do 25º aniversário dessa instituição cultural e recreativa:

Os festejos tiveram início pela manhã quando uma Banda de Gaiteiros, vinda da vizinha Espanha,
interrompeu, com a sua música, a pacatez habitual da aldeia, emprestando-lhe um colorido invulgar e dando o mote para o dia que se adivinhava animadíssimo.
As comemorações continuaram com uma Eucaristia celebrada na Igreja Matriz, cujo momento alto foi a bênção da Banda de Gaiteiros, apadrinhada por Armando José Tavares e Adélia Teixeira.
Já na Associação, foram lembrados os sócios fundadores (onde eu me incluo, com orgulho),
que há vinte e cinco anos e sem apoios exteriores, lançaram mãos à obra, unindo esforços num projecto comum. Com avanços e recuos, com vitórias e derrotas, com dinamismo ou apatia a Associação tem cumprido ao longo dos anos os objectivos que os sócios fundadores definiram em termos de estatutos, seguindo uma filosofia inicial: este e outros espaços similares nunca deverão ser somente “palco de venda de cafés e cerveja a copo”.
No contexto rural, uma associação deverá assumir um papel relevante na revitalização e animação das populações, valorizando as suas raízes culturais e as potencialidades locais.
Também foram homenageados os padrinhos e os elementos que constituem a Banda de Gaiteiros que de há uns tempos a esta parte têm “dado música” e encantado.
Não podemos falar da Banda de Gaiteiros sem referenciar o nome de Armando José Tavares, seu padrinho,como já se disse, e grande impulsionador.
Relativamente às comemorações do 25.º aniversário da Associação Cultural Recreativa e de Melhoramentos de Lebução, o dia terminou com um jantar convívio, onde os presentes confraternizaram.

8 comentários:

José Doutel Coroado disse...

é fundamental a existência de colectividades que insuflem vida nas nossas comunidades. A Banda de Gaiteiros tem sido um porta-estandarte das gentes de Lebução. Que continuem assim durante muitos anos.

Maria Saudade disse...

Lembro-me dessa estrondosa festa das comemorações dos 25 anos da associação. Foi nessa altura que veio a Lebução o Quim Barreiros.
E ainda me lembro de pessoas que como a professora Graça trabalharam muito para que a associação fosse possível.
Um foi o César Luís, filho do Fernando Lavrador. outro o Lau, filho do Mário Brasileiro. Acho que vocês foram os grandes obreiros
Parabéns professora Graça por tudo que tem feito pela nossa terra.

Anónimo disse...

Existe uma tendência muito forte para valorizar o trabalho dos mais ricos, em detrimento de quem às vezes faz o trabalho, veio-me à memória uma história, passada em 1969, foi assim, estavam três rapazinhos de 10 anos a brincar na fonte, junto ao tanque de lavar roupa, o brinquedo era uma bola de pelo (ténis), eis que se aproximaram dois agentes da GNR dos rapazinhos, acto continuo estes tiraram a bola de pelo aos rapazinhos e não satisfeitos multaram os pais dos rapazinhos em cinquenta e coroa, a história poderia e devia terminar aqui, mas não foi isso que aconteceu, a multa só foi paga pelo pai do rapazinho mais pobre.
Ora o Lau e o César Luís que me desculpem mas não foram eles que mais trabalharam para erguer a, ARCML.
Já agora não seria nada demais se a Graça publicasse os 15F.
Veio ista a propósito do comentário anterior.
Até Sempre.

Eliseu Afonso disse...

Não gosto de anonimatos, salvo rarissimas excepções.

Pôr aquilo que já li deste anónimo parece-me com ou sem razão a ter

um conhecimento geral de LEBUÇÃO acima da média e actualizado, ou

então confia nos informadores,mas se assim fôr eu não acredito que

não saiba quem foram os 15F e já agora gostava que fosse o anónimo

a nomea-los aqui, ou a maior parte deles.

Tome a iniciativa,ficar-lhe-ia bem,e só tens que acrescentar 14.

E já agora parabens aos fundadores e a titulo póstomo em particular

ao seu Nº1 que nos deixou à poucos dias, o amigo CHICO MANQUINHO.

Até breve
Sou:E.A.

Afonso Carneiro disse...

O anonimato em várias situações pode ser uma virtude;no caso o anonimo não quis por-se em bico de pés... e exatamente por essa razão não é a ele que compete publicar os 15F.
Sermpre que haja comentários menos acertados, irei, no meu ponto de vista, continuar a tentar repor a verdade como anonimo ou com nome próprio.
Até já

Anónimo disse...

Tanto quanto eu sei o sócio número 1, Fundador não era o Chico Manquinho ou então havia 2 sócios com o mesmo número.
Graça diga alguma coisa.

Eliseu Afonso disse...

Quanto ao nº1f
peço desculpas se errei, embora não esteja em LEBUÇÃO, mas vou saber este fim de semana, mas se o
anónimo estiver certo alguém me enganou e talvez faça comentarios neste blog, mas isso são contas de outro rosário como diz o povo.

Quanto ás virtudes do onónimato como diz o AFONSO põr favor respeita a minha inteligência, mas qual virtudes qual carapuça. Eu já falei «em raras excepções» e a excepção podia ser um crime a denunciar ou coisa parecida. Que se saiba não há, e se os houve e só o anónimo os conhece então que os denuncie. se são publicos não percisa de estar anónimo porque há maneiras adquadas de nos exprimirmos sem estarmos anónimos.

Há quem diga que há verdades que não se podem dizer; mas eu digo que há quem não as consiga dizer. Porquê? que responda quem não consegue.

«Os politicos dizem que está na altura de chamar os «BOIS» pelos nomes, mas só vejo cobardes.Pôr alguma razão é.»

Agora cada um é como cada qual AFONSO.
Eu não abdico da minha personalidade pôr enquanto, agora se tu te dás bem com a dupla, continua que eu já não estranho.

Bom é melhor parar pôr aqui.

Amiga, desculpa este prolongamento.

Um abraço do amigo
sou:E.A.

Graça Gomes disse...

Nunca pensei que um comentário de um anónimo, para mim não é mais do que isso, gerasse toda esta polémica.
Alguém, que não se identificou, afirmou ter sido relevante o trabalho desenvolvido pelo César e pelo Lau, quando na fundação da Associação.
Outro anónimo contrariou esta afirmação, relatando um episódio que envolvia crianças ricas e pobres.
Pensando bem, nada disto tem a ver comigo. Eu sempre pautei o meu comportamento baseada noutros parâmetros de avaliação do ser humano. Tive alguns amargos de boca(quando certos pais de Lebução não queriam os filhos sentados junto com os ciganos) mas isso é passado.
Agora, relativamente aos anónimos, eu já me manifestei várias vezes.
Não concordo e acho que não é uma atitude que dignifique ninguém esconder-se à sombra do anonimato.
Um abraço para todos