Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

domingo, 7 de março de 2010

Partiste Quando A Madrugada Ainda Vinha Longe


A Noite vem poisando devagar

Sobre a Terra, que inunda de amargura...

E nem sequer a bênção do luar

A quis tornar divinamente pura...


Ninguém vem atrás dela a acompanhar

A sua dor que é cheia de tortura...

E eu oiço a Noite imensa soluçar!

E eu oiço soluçar a Noite escura!


Por que és assim tão escura, assim tão triste?!

É que, talvez, ó Noite, em ti existe

Uma Saudade igual à que eu contenho!


Saudade que eu sei donde me vem...

Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!...

Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!


(Florbela Espanca)

6 comentários:

Anónimo disse...

O Eurico partiu!
Convivi com ele algumas vezes.Bom HOMEM!
Associo-me à dor da família.
Forte abraço

Manuel disse...

Também convivi com ele. Quem não o conhecia em Lebução?
Não era daqui mas assumiu esta terra como se fosse dele.
Estou muito sensibilizado.
Um beijo à família

Anónimo disse...

O srº Eurico era uma pessoa como poucas. Em Lebução toda a gente gostava dele. Era muito alegre e muito dado. Falava com toda a gente.
Eu tive muita pena dele.

Anónimo disse...

O Eurico era na verdade um ser único. A sua alegria não deixava ninguém indiferente. E essa capacidade que ele tinha de comunicar com todos! Vi-o algumas vezes no bairro dos ciganos em franca cavaqueira.
Deixou muitas saudades.

Bruno Salvador disse...

Venham de lá as flores

Neste momento de pesar

Que as folhas estão caindo

As dores estão sentindo

A Prof. Graça a chorar…


Venham de lá as flores

E os frutos por colher

Que as dores estão sentindo

Os homens que vão partindo

A chorar e a sofrer.


Venham de lá as flores

No milagre do nascer

Que as dores estão sentindo

As verdes folhas, crescer….


Venham de lá as flores

E a alegria de viver!

Quem nos deixa a saudosos

Recordaremos com saber…

Graça Gomes disse...

Lindo, Bruninho. Lindo e emocionante.
Não fiquei surpreendida porque eu sei do que tu és capaz. É por isso que eu tenho um enorme orgulho em ti.
Um beijo.