Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Bolos económicos_ um aroma e sabor de infância




Bolos económicos. Adoro! 
É um aroma e sabor de infância. De casa materna. De ternura. De Páscoas e festas. De mesa cheia. De fornos. De mulheres atarefadas e de tabuleiros. De lenha a crepitar.
Não fui eu que confeccionou esta maravilha gastronómica.
Estes económicos saíram das mãos hábeis de quem, no dia a dia, arregaça as mangas e mete as mãos na massa, na Bela Doce, em Valpaços. De quem produz autênticas delícias, no ramo da pastelaria.
Não há igual. Acreditem.















































segunda-feira, 2 de abril de 2018

Hoje é dia de aniversário da minha sobrinha Carla Gomes




Hoje é dia de aniversário da minha querida sobrinha, Carla Gomes E, neste dia especial, eu quero desejar-lhe tudo de bom e de bem, como merece. Saúde, paz e amor, os ingredientes necessários para dar mais luz, mais brilho às nossas vidas.
Que o teu dia, Carlinha, decorra num clima de felicidade, junto dos que mais amas, como mereces.
Neste dia e em muitos outros, eu recordo-te, pequena, quatro/ cinco anos, regressada de Angola, menina bonita, simpática, educada e prendada. 
Quando o tio Manuel me chamava gorda (eu nessa altura não era) Tu apertavas-me a mão, com força e dizias_ a tia Gáça não é gôda, ela é márguinha. 
Não te lembras, eras muito novinha, mas sempre foste tratada, nesta casa, que era dos avós, com o maior carinho, com a maior ternura.
Passávamos as tardes quentes de Verão no Rabaçal, em Rebordelo, e entre um mergulho e outro lá íamos saboreando as merendas que levávamos de casa.
Pelo meio ficavam os Natais, as Páscoas, as Festas, onde vocês desfilavam com as melhores fardas, as mais novinhas. Disso encarregava-se a Maria Alice.
A figueira do quintal, que dá figos pretos, sentiu a tua falta, assim como a da avó, as duas visitas mais assíduas, disputando os figos, muitas vezes, ainda não maduros.
Pois, mas essa menina cresceu, fez-se Mulher, constituiu família e, hoje, revê-se nos dois filhotes, lindos que, também, já cresceram e vão abrindo caminho na vida.
Parabéns, meu amor! Hoje é o teu dia. Aproveita-o.
Beijinho
















































quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Saudades





SAUDADES 
( aos meus mortos )


Noite alta . Fere a minh'alma o pensamento 
E reparo nas estrelas do Levante . 
Estou sentado e triste . Surge-me diante
A lembrança dos meus mortos , que lamento !

Se eu fosse Campoamôr ou fosse Dante , 
No papel desenharia o sentimento !
- Eu vejo os entes queridos lá distantes 
Na longínqua solidão do firmamento !

Muito os recordo !... E tantos eu já tive 
Como se foram no meu peito amontoando 
Como ruínas de Tróia e de Ninive !...

E pedi àqueles sóis que reverberam , 
Que sempre alumiassem no seu fogo brando 
A alma dos que amei e feneceram ! 
Setembro 1937

#Artur Maria Afonso , in "Orações ao Vento "

# Artur Maria Afonso, um poeta flaviense avô da minha amiga Florbela Afonso.















































domingo, 15 de abril de 2012

As amêndoas e a tia Maria Teresa





A Páscoa já passou!

Ovos e mais ovos, coelhos e coelhinhos, amêndoas muitas amêndoas, de chocolate, branco, castanho ou negro, com mais ou menos leite, com recheio, sem recheio, com mais ou menos açúcar, com brindes e sem brindes, para todos os gostos. É a Páscoa que inventaram, nesta negociata de coelhos e ovos, de chocolate e açúcar, de ofertas, de consumo, em suma.

Se é de amêndoas que estamos a falar, lembro que recebi, há dias atrás, uma caixinha delas, de várias cores e feitios, recheadas de recordações, de afectos, de mimos, de saudades, que me fez viajar no tempo e despertar emoções. Esta caixinha reportou-me a outros tempos e lugares, onde a figura da tia Maria Teresa, a irmã mais velha do meu pai, estava presente.

Foram dezenas de embalagens, diferentes desta, mas com idêntico conteúdo, mais requintado, talvez, que eu recebi da tia Maria Teresa, ela a tia mais doce do que todas as amêndoas com recheio.

Estamos em Faiões, onde os meus pais e a tia se juntavam, no Verão, para saborear e levar a melhor fruta que se podia desejar. Corriam as vinhas à procura da uva morango que a tia tanto apreciava! E eu, miúda, esperava a tia, que sempre vinha carregada de mimos, onde nunca faltavam as célebres amêndoas recheadas, com diversas formas e cores. Depois, sentada junto duma videira, ia saboreando os feijões, os sinos os meninos no berço, junto com os bagos de uva que ia cortando, numa combinação perfeita.

O tempo passou e em Faiões as vinhas já secaram há muito, pouco depois da partida dos donos...

A tia Maria Teresa, a tia mais doce do que toneladas de amêndoas com recheio, já não se encontra entre nós. Mas eu jamais esquecerei esses mimos, esses beijos, em forma de amêndoa com recheio...










quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Recordação e Saudade



Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo


Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar
cansado, profundo

Me dizendo coisas, num grito, me ensinando

tanto do mundo...

E esses passos lentos, de agora, caminhando

sempre comigo,

Já correram tanto na vida,

Meu querido, meu velho, meu amigo

Sua vida cheia de histórias e essas rugas

marcadas pelo tempo,

Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas

choradas, ao vento...

Sua voz macia me acalma e me diz muito mais

do que eu digo

Me calando fundo na alma

Meu querido, meu velho, meu amigo

Seu passado vive presente nas experiências

Contidas nesse coração, consciente da beleza

das coisas da vida.

Seu sorriso franco me anima, seu conselho

certo me ensina,

Beijo suas mãos e lhe digo

Meu querido, meu velho, meu amigo

Eu já lhe falei de tudo,

Mas tudo isso é pouco

Diante do que sinto...

Olhando seus cabelos, tão bonitos,

Beijo suas mãos e digo

Meu querido, meu velho, meu amigo


Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos
.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Amigo É Sempre Amigo


"Olá querida amiga
Estou surpreendido pelo teu trabalho em prole da terra mais bonita do Mundo.
Concerteza estarás admirada, mas as coisas boas da vida nunca se esquecem, pois os tempos de juventude que passei em Lebução foram para mim inesquecíveis.
Os meus sinceros parabéns pelo trabalho produzido. Espero que continues.
Cumprimentos a todos do Zé.
Até breve

Um beijo
Do teu sempre amigo Zé"


Recebi este email do Zé, um amigo de infância e lebuçanense assumido, não pelo nascimento mas por adopção, pelos afectos.
Sim, trata-se do Zé da D. Alice, "irmão" da D. Graziela, que passou, presumo, os melhores momentos de menino nesta terra, a mais bonita do mundo, segundo ele.
Meu vizinho, meu amigo, meu companheiro de brincadeiras, o Zé merece ser recebido, sempre, em Lebução, como um filho muito querido.
Os laços que o prendem a esta terra são tão fortes, tão intensos, que ele nunca os conseguiu quebrar.

E volta, volta sempre, quando as saudades apertam...

domingo, 7 de março de 2010

Partiste Quando A Madrugada Ainda Vinha Longe


A Noite vem poisando devagar

Sobre a Terra, que inunda de amargura...

E nem sequer a bênção do luar

A quis tornar divinamente pura...


Ninguém vem atrás dela a acompanhar

A sua dor que é cheia de tortura...

E eu oiço a Noite imensa soluçar!

E eu oiço soluçar a Noite escura!


Por que és assim tão escura, assim tão triste?!

É que, talvez, ó Noite, em ti existe

Uma Saudade igual à que eu contenho!


Saudade que eu sei donde me vem...

Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!...

Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!


(Florbela Espanca)

sábado, 10 de outubro de 2009

Recordações de Verão


O Verão já terminou, todos podemos constatá-lo. O calendário assim o impõe e o tempo tem colaborado para que cheguemos a tal conclusão.

As férias que ocorrem nessa época do ano, são sempre pretexto para encontros, conversas, passeios e, fundamentalmente, para matar saudades.

Aqui fica o registo duma tarde passada à sombra da ramada da D. Graziela.

Um quadro composto pela dona da casa, D. Graziela, o srº André, o marido

e o filho, o Rui.
Resta-me acrescentar que a D. Graziela é filha do saudoso professor Arnaldo Azevedo,
de gratas recordações.
Grande amigo do meu pai, repartiam conversas, muitas, e segredos, alguns.
Eu sei que o meu pai nutria pelo Srº Professor Arnaldo, além de grande amizade, um enorme respeito e admiração.
Guardou e eu guardo ainda, religiosamente, a última carta que o seu mestre lhe escreveu.