Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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domingo, 15 de abril de 2012

As amêndoas e a tia Maria Teresa





A Páscoa já passou!

Ovos e mais ovos, coelhos e coelhinhos, amêndoas muitas amêndoas, de chocolate, branco, castanho ou negro, com mais ou menos leite, com recheio, sem recheio, com mais ou menos açúcar, com brindes e sem brindes, para todos os gostos. É a Páscoa que inventaram, nesta negociata de coelhos e ovos, de chocolate e açúcar, de ofertas, de consumo, em suma.

Se é de amêndoas que estamos a falar, lembro que recebi, há dias atrás, uma caixinha delas, de várias cores e feitios, recheadas de recordações, de afectos, de mimos, de saudades, que me fez viajar no tempo e despertar emoções. Esta caixinha reportou-me a outros tempos e lugares, onde a figura da tia Maria Teresa, a irmã mais velha do meu pai, estava presente.

Foram dezenas de embalagens, diferentes desta, mas com idêntico conteúdo, mais requintado, talvez, que eu recebi da tia Maria Teresa, ela a tia mais doce do que todas as amêndoas com recheio.

Estamos em Faiões, onde os meus pais e a tia se juntavam, no Verão, para saborear e levar a melhor fruta que se podia desejar. Corriam as vinhas à procura da uva morango que a tia tanto apreciava! E eu, miúda, esperava a tia, que sempre vinha carregada de mimos, onde nunca faltavam as célebres amêndoas recheadas, com diversas formas e cores. Depois, sentada junto duma videira, ia saboreando os feijões, os sinos os meninos no berço, junto com os bagos de uva que ia cortando, numa combinação perfeita.

O tempo passou e em Faiões as vinhas já secaram há muito, pouco depois da partida dos donos...

A tia Maria Teresa, a tia mais doce do que toneladas de amêndoas com recheio, já não se encontra entre nós. Mas eu jamais esquecerei esses mimos, esses beijos, em forma de amêndoa com recheio...










quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

É Natal Sempre Que Nasce um Menino

Tu nasceste foi Natal
No teu berço pequenino.
É Natal em todo o mundo
Sempre que nasce um menino
Nós nascemos foi Natal
Os nossos pais é que o fizeram
Do amor que os dois viveram
Veio a vida que nos deram
Hoje é Natal E amanhã
Vai ser Natal outra vez
Porque afinal
Quando é Natal
A gente nasce outra vez.
Os teus pais são os operários
Do teu corpo pequenino
Amanhã serás operário
Do Natal de outro menino
Não nos mintam nunca mais
A mentira é uma vergonha
Fomos feitos pelos pais
Não viemos na cegonha!



Estes poemas pertencem a um disco para crianças intitulado "Os Operários do Natal" com temas de Ary dos Santos e Joaquim Pessoa. talvez o melhor trabalho discográfico, para crianças, que já se fez em Portugal. As letras são um hino de amor ao trabalho, à amizade, à verdade, à paz, à solidariedade... em poemas dedicados aos pais, aos amigos, ao pasteleiro, aos vendedores, às costureiras, carteiro, palhaços e lenhador, os verdadeiros operários do Natal.
As músicas são de Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho.
Toda a narrativa é feita por Maria Helena d'Eça Leal.
Data de meados de 70.