Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A beleza das palavras do Dr.º Alexandre Parafita



Memórias dos simples

Eis-me roto e descalço… mas que importa
Andar roto e descalço e pobre assim,
Se chego exausto à beira desta porta,
Mas tenho alguém lá dentro a esperar por mim?


(ap)foto da Prof.ª Graça Gomes






















2 comentários:

Fe disse...

Mi casa, mi palacio, mi fortaleza! Nada importa, cuando dentro tenemos el calor, la leña ardiendo, para quitarnos el frio del cuerpo y el calor, impalpable,que no quema pero conforta, el calor humano, el calor que sabemos nos espera, qué dulcemente cálido, como nos calienta el alma! este calor impagable, quien lo representa? un ser querido, un compañero, puede envolvernos en esa sensación o simplemente con la compañía de um perro. Ahí la confortante simplicidad, de lo que no compramos con el vil dinero. Mi casa, mi palacio, mi fortaleza! Pobre pero mía! Que no lo entienden? Qué pena...!

Anónimo disse...

Verdadeira e excelente frase do autor.
Profª. Graça!
Também antes me quero na casa de um pobre destes, humilde, honesto e bondoso, do que na de um rico ladrão ou avarento.

Amílcar Rôlo