Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A neve cobriu-nos com o seu manto branco e frio



Os passos lentos e batidos esmagavam a neve que caía, sobre aquela rua de silêncio, numa madrugada muito fria.
Assim nasceu o poema, o poema da menina:


Quando um dia for embora
Eu não quero mais voltar
Eu quero sim
Um lugar
Um lugar para morar
Quero ver os passarinhos
Sempre, sempre a cantar
Quero ver o céu azul
E ver as ondas do mar
E o sol muito quentinho
no céu azul a brilhar
Mas não quero, isso não
Não quero mais ver nevar

A neve era muita e havia também uma casa, pequena no meio dos pinheiros.
Havia uma menina, um poema e o grande desejo de partir, de mudar de vida.
Hoje, a casa continua no meio dos pinheiros, abandonada, com o telhado cheio de caruma.
A menina do poema partiu, em busca dos seus sonhos.






















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