Pouco a pouco, o Outono, vai dando lugar aos gélidos dias de Dezembro, pequenos, cada vez mais, que entram pelas noites e baralham o calendário..
Os castanheiros deixaram cair as folhas, já velhas, e formaram tapetes de vários tons, dando alegria aos campos, enquanto a faina agrícola amaina.
E quando os dias começam a ficar cada vez mais frios, com fortes geadas, estão criadas condições para a matança do porco.
A matança do porco é uma festa comunitária que envolve familiares, vizinhos e amigos. Nos dias que duram os trabalhos inerentes a esta faina há festa convívio em casa de quem matou..
A matança do porco tinha como função contribuir para o estreitamento dos laços de solidariedade na comunidade. Hoje, essa função, vai-se desvanecendo, à medida que as pessoas se isolam cada vez mais no seu pequeno mundo. Mas, em certas casas, os familiares, vizinhos ou amigos participam e ajudam na matança e no local da matança comem nesse dia.
Depois do porco morto e desmanchado, são as mulheres que entram em cena, para confeccionar o delicioso fumeiro: alheiras, sangueiras, linguíças, salpicões, chouriços azedos e o delicioso bucho que, em certas terras chamam butelo.
Depois de seco ao fumeiro, durante o tempo necessário, está pronto para ser consumido.
Não tarda, vem aí o Carnaval, e todas estas iguarias serão utilizadas no cozido, acompanhado com a palhada, colhida nas nossas hortas e linhares e seca para esse fim.
A prova é feita no Carnaval, mas o fumeiro vai ser consumido durante o ano, nos mais diferentes pratos, todos deliciosos, à boa maneira de Lebução




2 comentários:
Ai, que menina!
O texto não pode ficar só por aqui, sua marota!
´É que até ele, o texto, está mesmo muito apetitoso (isto é com uma linda inspiração e «saborosamente» escrito)!
Bem, se não quer acrescentar-lhe mais, pode, ao menos, rematá-lo com a promessa de ficar guardada uma amostrinha para os que aí, a Lebução, chegarem um tanto fora de horas!..... Romeiro de Alcácer
Falta-me acrescentar que, à boa maneira transmontana, a porta da minha casa está sempre aberta para os amigos, nomeadamente para o Romeiro de Alcácer porque, lá dizia o meu sobrinho Quim, onde passam fome quatro, também passam cinco ou seis.
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