Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

sábado, 5 de abril de 2014

O Inverno interfere, novamente, nos assuntos da Primavera



Quando os dias começam a ficar cada vez maiores e as noites mais curtas, quando a temperatura começa a subir e a tornar os dias mais agradáveis, mais quentinhos, quando o campo começa a ficar pintado de mil cores e nos jardins despontam as mais diversas flores, é sinal que estamos na Primavera. E, se em tempos passados, a Primavera chegava, instalava-se e, durante três meses, não arredava pé, o mesmo não acontece agora. 
Este ano, ainda mal tinha arrumado a casa dos desvarios do seu antecessor, quando este irrompeu, furiosamente, como se lhe estivessem a roubar o espaço, em fortes bátegas de chuva, vento, trovoada e, até neve. Coitada da Primavera! Durante dias encostou-se a um canto, sozinha, quase invisível. Não fossem as flores dos jardins e os campos pintados de mil cores, ninguém dava por ela. Resistiu às investidas dum Inverno insolente, que não quer ceder o lugar e, enfurecidamente, aparece quando menos se espera, lançando os seus braços frios, avassaladores e, deixando os lavradores desesperados,  dizendo e repetindo vezes sem conta:
- O tempo já não é o que era!






















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