Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Olhai os lírios do campo



"Olhai os lírios do campo; eles não trabalham nem tecem; no entanto eu vos digo:
mesmo Salomão, em toda sua glória, não se vestiu como um deles". 
(Palavras de Jesus, no Evangelho segundo São Matheus)


O lírio é originário da Europa, Ásia e América do Norte. Algumas espécies são nativas dos trópicos, de regiões com altitude elevada. Porém, todas as espécies existentes hoje são originárias de vários cruzamentos entre si, dando origem a inúmeras variedades e cores: são os chamados lírios hibridos. Os lírios pertencem à família das Liliáceas e os principais grupos são:
Lírios Orientais - caracterizados pelos que apresentam mais perfume e flores grandes;
Lírios Asiáticos - com flores menores, quase sem perfume, mas com cores fortes e bem variadas;
Lírio longuiflorum - de flor grande, na cor branca e creme.


O lírio sempre foi visto como o símbolo da pureza e é uma das flores mais antigas do mundo. Pode ser encontrado em pinturas nas paredes dos palácios da Grécia Antiga, onde era dedicado à Hera.
Na alquimia, fabricava-se um perfume mágico a partir desta flor, que era usado para queimar no recinto onde se realizavam ritualísticas. Também existia uma crença que a flor ajudava a reconciliar os amantes: um pedaço do seu bulbo teria o poder de reaproximar os namorados que romperam as relações.
Narra a mitologia, que a conselho de Minerva, Juno deu seu seio a Hércules, que havia sido abandonado no campo por Alcmene, sua mãe. O jovem herói teria sugado o seio com tanta força, que o leite esguichou em grande quantidade. As gotas que se espalharam no céu formaram a Via Láctea e as que caíram na terra transformaram-se em lírios.

Outra curiosidade sobre esta flor é que no século XVII, o lírio era usado para decorar igrejas em homenagem à Virgem Maria, como símbolo de sua virgindade. Antes, porém, retiravam do lírio os órgãos masculinos e femininos (estames e pistilos), pois só assim a flor seria "verdadeiramente virgem".
O lírio está incluído numa antiga lista de plantas consideradas mágicas, que teriam o poder de proteger contra bruxaria: dentro de casa, transformaria as más vibrações, e no jardim, funcionaria como uma barreira contra malefícios.

Fonte: Simone Schoenmaker e Luiz Octávio Cavicchio













































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