Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ama o Pastor seu rebanho


Ama o Pastor seu rebanho



Ama o Pastor seu rebanho,
Ama as ovelhas fiéis,
Dá-lhes o bem mais precioso
Da glória eterna os lauréis.
Ama o Pastor as ovelhas,
Mesmo a que lhe fugiu;
Sobre penhascos e montes
Eis que ansioso a seguiu.


Vaga a errante ovelhinha,
Sofre com fome e com frio
Mas o Pastor vai buscá-la
Para trazê-la ao redil.


Ama o Pastor seu rebanho,
Seu cordeirinho gentil;
Ama as ovelhas do aprisco
E a infeliz que fugiu.
O Bom Pastor as conforta,
Dá-lhes abrigo e calor,
Pois já tem pago por elas
Um infinito valor.


Vaga a errante ovelhinha,
Sofre com fome e com frio
Mas o Pastor vai buscá-la
Para trazê-la ao redil.


Eis que seguras no aprisco
Noventa e nove estão
Mas a centésima ovelha
Perde-se na escuridão
O Bom Pastor quer salvá-la
Ei-lo ansioso a clamar:
Minha ovelhinha perdida
Depressa, ide buscar.


Vaga a errante ovelhinha,
Sofre com fome e com frio
Mas o Pastor vai buscá-la
Para trazê-la ao redil.


Junto das águas tranqüilas,
Verdes pastagens sem fim,
Eis que vagueia o rebanho
Como em viçoso jardim
Sim, caro Mestre, iremos
Tua ovelhinha buscar
Para que em teu regaço
Venha, enfim, descansar.


Vaga a errante ovelhinha,
Sofre com fome e com frio
Mas nós iremos buscá-la
Para trazê-la ao redil.

Texto: Mary B. Wingate














































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