Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.
É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.
Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.
Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.
A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".
A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Na minha aldeia, em muitas casas, os enchidos marcam presença
Abraçada pelos campos e pastos verdejantes a aldeia de Lebução, situada num pequeno planalto, onde os terrenos cultivados, servem ainda de apoio à agricultura e à pastorícia, possibilita uma experiência única, em termos paisagísticos e gastronómicos.
À envolvência campestre tão característica de Trás os Montes, junta-se a degustação de um conjunto de iguarias, produzidas na aldeia, em muitas casas, onde, seguramente, os enchidoa marcam presença. Depois, há as compotas, os bolos económicos, a marmelada e geleia, o folar e bolas de azeite. O cabrito assado, em forno de lenha, em dias festivos, e o pão de ló, uma sobremesa inigualável. Mas os enchidos marcam presença em qualquer época e adornam qualquer mesa _ um cozido à portuguesa, umas alheiras assadas na brasa, umas linguiças ou salpicões no forno, um chouriço azedo, cozido com grelos e tostado na brasa. são iguarias que só os transmontanos sabem confeccionar e produzir depois da matança do porco.



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