Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

sábado, 28 de outubro de 2017

A capela situa-se junto ao rio Tâmega



A capela situa-se junto ao rio Tâmega, no topo de um jardim entre a Rua de São Roque e a Alameda da Galinheira.

Construída no século XVII, sob a invocação de Nossa Senhora das Neves, a pequena capela era administrada pela população local, mas com a colaboração de alguns mordomos para a realização da romaria anua. No século XVIII, o templo foi reformado e, em 1758, a capela ainda mantinha a designação de Nossa Senhora das Neves. Posteriormente, o templo passou a ter a invocação de São Roque.

Tem planta longitudinal simples, de nave única, interiormente iluminada por vãos axiais e frestas na zona do altar-mor. Fachadas com cunhais apilastrados coroados por elegantes pináculos e terminadas em friso e cornija. A fachada principal termina em empena e é rasgada por portal de verga recortada, encimada por óculo polilobado e ladeada por duas janelas.

Fonte: Irmandade de S. Roque
















































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