Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Solstício de Verão e relógios de Sol


Solstício e relógios de Sol



Vai-se tornando tradição, pelo menos em Portugal, dedicar o dia do “solstício de verão” (21 de junho) a um instrumento muito antigo e cujo uso prático está quase completamente abandonado. No entanto, a sua evocação conduz, inevitavelmente, aos tempos em que os humanos primitivos iniciaram a caminhada que haveria de eliminar medos e superstições, a partir da observação da natureza e de tentativas para entender causas e efeitos das coisas que ocorriam, geralmente por sobre as suas cabeças, no decurso dos dias e das noites. Certamente, terão percebido que as sombras das árvores diminuíam na primeira parte de cada dia e que aumentavam depois disso, dedicando especial atenção ao momento em que ocorria a transição.

A mudança de direção das sombras e a variação do seu comprimento estarão na origem do gnómon – objeto designado por termo grego com significado de “ponteiro” –, componente dos relógios de Sol (também conhecidos por “quadrantes solares”) que projeta sombra (à semelhança das árvores) sobre uma superfície em que gravações mais ou menos perfeitas e sofisticadas permitem a leitura das horas, no sentido de “que horas são?”. Registos encontrados num papiro indicam que por volta do ano 1450 a.C., no Egito, eram usados gnómones em forma de L para medir o tempo e regular os calendários, tal como outros documentos antigos revelam que, na China, tal instrumento era usado frequentemente nas observações astronómicas.

O uso do comprimento das sombras para medir o tempo dominava de tal modo a vida dos povos mais evoluídos que, cerca de quatro séculos antes do início da nossa era, o dramaturgo grego Aristófanes, na peça Assembleia das Mulheres, utiliza o tema para referir a prática da líder das mulheres decididas a governar Atenas, ao ordenar ao marido: “Quando a tua sombra for igual a dez vezes o comprimento do teu pé, são horas de vir jantar.”

Na entrada do décimo século da nossa era, os árabes tornar-se-iam herdeiros do conhecimento grego de medir o tempo, aparecendo, ao que parece, pela primeira vez, num trabalhode Ali Abul Hassan, um relógio de Sol em que o gnómon (ou estilete) era orientado para o polo norte. Parece certo terem sido os Cruzados a trazerem para a Europa este tipo de instrumento, razão da sua súbita disseminação e, consequentemente, do desaparecimento progressivo de outros modelos mais antigos.

A descoberta da América permitiria conhecer que incas e aztecas tinham feito uso do gnómon, durante séculos, para determinação de momentos importantes como equinócios e solstícios e para um notável conhecimento do calendário.
Fonte: Super Interessante















































terça-feira, 26 de julho de 2016

Um relógio de Sol é um dispositivo obsoleto, que servia para determinar a hora do dia



Um relógio de Sol é um dispositivo obsoleto, que servia para determinar a hora do dia, usando como referência a posição do Sol. Os tipos de relógios mais comuns, conhecidos como relógios de jardim, feitos sobre um desenho horizontal, o Sol projecta sua sombra sobre a superfície com linhas que indicam as horas do dia. Uma haste com uma ponta fina, ou afiada, é colocada de certa forma sobre o relógio, para que, quando o Sol se mova, a sombra da haste se alinhe com as diferentes linhas das horas.

Todos os relógios de sol devem ser alinhados com o eixo de rotação da Terra, para que produza uma medição precisa da hora correta. Na maioria dos estilos de relógio, ele precisa ser apontado em direcção do norte verdadeiro (ao invés do magnético), ou seja, o ângulo horizontal precisa ser igual à latitude geográfica da posição em que está localizado o relógio de Sol. Em relógios decorativos, é comum que eles tenham ângulos diferentes, que não podem ser ajustados para indicarem a hora correta. Geralmente, relógios de sol podem ser ajustados para indicar a hora aparente, sempre de acordo com a posição do Sol, ou mesmo o horário padrão, que usamos nos relógios actuais.

Por causa da inclinação natural do eixo de rotação e o formato elíptico da Terra, não existe uma orientação fixa para o relógio de sol, que sempre mantenha uma afinidade geométrica constante com o Sol durante o ano inteiro. Por isso, não é indicado que um relógio de sol funcional seja construído totalmente fixo, que mostre a hora certa durante todos o períodos do ano. Um relógio de sol construído em função de um lugar específico, somente mostrará a hora aparente daquele exacto ponto, compartilhando apenas com lugares alinhados num mesmo meridiano.

Actualmente, os relógios de sol são, basicamente, construídos como objecto de decoração e curiosidade, sendo fixados em lugares públicos como jardins, parques e praças. Também são usados com uma finalidade educacional, para gerar interesse na astronomia nas crianças, e até mesmo nos adultos, sendo usados em escolas ou museus. Tradicionalmente, os relógios de sol costumavam ter, escrito neles, um lema. O lema normalmente era uma epígrafe simples, muitas vezes sobre reflexões que falavam sobre a passagem do tempo e a brevidade da vida.
Fonte: InfoEscola













































quinta-feira, 4 de junho de 2015

As Sombras do Tempo



Relógio de Sol é um instrumento que determina as divisões do dia através do movimento da sombra de um objecto, o gnómon, sobre o qual incidem os raios solares e que se projecta sobre uma base graduada, o mostrador ou quadrante.

De simples obeliscos até instrumentos tecnicamente sofisticados, os relógios de Sol acompanharam o homem ao longo dos tempos e evoluíram acompanhando o progresso do conhecimento. Tanto os exemplares de pequeno formato, com funções de "relógio de bolso", como os inseridos na estrutura dos edifícios ou presentes em praças e jardins são, na sua maioria, obras de arte carregadas de história, cuja concepção resulta, essencialmente, da conjugação de dois ramos fundamentais do saber: a astronomia e a matemática.

Fonte: Internet































domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Sol e as marcas do tempo



Relógio de Sol é um instrumento que determina as divisões do dia através do movimento da sombra de um objecto, o gnómon, sobre o qual incidem os raios solares e que se projecta sobre uma base graduada, o mostrador ou quadrante.
De simples obeliscos até instrumentos tecnicamente sofisticados, os relógios de Sol acompanharam o homem ao longo dos tempos e evoluíram acompanhando o progresso do conhecimento. Tanto os exemplares de pequeno formato, com funções de "relógio de bolso", como os inseridos na estrutura dos edifícios ou presentes em praças e jardins são, na sua maioria, obras de arte carregadas de história, cuja concepção resulta essencialmente da conjugação de dois ramos fundamentais do saber: a astronomia e a matemática.

Os relógios de sol mais antigos de que se tem noticia em registos arqueológicos são dos obeliscos (construídos em 3500 a.C.) e os relógios de sombra (1500 a.C.), que, respectivamente, eram usados pelos astrónomos antigos do Egito e da Babilónia. Mas é bem provável que os seres humanos estivessem usando o comprimento das sombras para saberem a hora mesmo em tempos mais antigos, apesar dessa hipótese ser de difícil confirmação. A cerca de 700 a.C, o Velho Testamento descreve um relógio de sol, o “relógio de Ahaz”, que é mencionado em Isaías 38:8 e II Reis 20:9. Vitrúvio, o escritor romano, lista uma série de relógios de sol conhecidos naquele tempo. O astrónomo Padovani publicou uma dissertação sobre o relógio de sol em 1570, no qual, ele dava instruções para a construção e posicionamento de relógios de sol verticais e horizontais. Em 1620, o astrónomo e matemático, Giuseppe Biancani escreveu o seu “Constructio instrumenti ad horologia”, que ensinava as técnicas para a criação de um relógio de sol perfeito.
Fonte: Internet